Ler Resumo

A ansiedade pela convocação – ou não – de Neymar para a seleção brasileira, na tarde desta segunda-feira, a partir de 17 horas, com transmissão ao vivo pelo site de VEJA e no canal VEJA+TV, tem um quê de falsa construção. Não há, de fato, clamor popular pela chamada do camisa 10 do Santos – embora alguns jogadores, como Casimiro, adorado pelo treinador Carlo Ancelotti, tenha já feito apelo pelo santista no grupo. Contudo, há um ponto inegável: Neymar roubou a cena, como sempre, e não há outra saída a não ser acompanhar o anúncio de logo mais com a pergunta que não quer calar: vai ou não vai? Do ponto de vista do futebol que tem praticado, melhor seria não ir, e lembre-se que desde 2023 o atacante não veste a camisa canarinho.

É diferente, muito diferente, de um outro momento de expectativa à véspera de uma Copa do Mundo. Em 2002, Luiz Felipe Scolari, o Felipão, não chamou Romário, então no Vasco. Preferiu Luizão, do Corinthians e, pasme, deu certo, porque o Brasil voltou do Japão e Coreia do Sul com o penta. Romário, naquele momento, estava voando, muito mais presente e competente do que Neymar agora. Felipão depois explicaria, gongórico a seu estilo. “A decisão foi observando que eu, com aquele tipo de jogador, naquela posição e jogando daquela forma, eu não teria as mesmas condições que eu tive na seleção brasileira jogando com outro nome. Teria que jogar de uma forma diferente. Não sei se as características dos jogadores casariam perfeitamente. Então eu optei”, afirmou. Ele revelou ter sido pressionado pelo presidente da CBF. “Ricardo Teixeira me chamou para uma reunião antes da convocação. Ele não queria saber os convocados, mas disse assim: ‘Pensa, se convocares determinado jogador e for campeão, sem problemas; se não convocar e não formos campeões, eles te matam. A decisão é sua’. Tudo bem, tomei a decisão e pronto”, disse.

O “Baixinho”, como é chamado, embora veterano – tinha 36 anos – estava voando. Ele havia terminado a temporada de 2001 como o grande jogador do futebol brasileiro com 40 gols em 39 jogos com a camisa do Vasco. Já no ano da Copa do Mundo, o artilheiro havia marcado 26 vezes em 24 partidas até a convocação de Scolari, incluindo uma bola na rede na véspera. E, convém recordar, na derrota do Santos para o Coritiba por 3 a 0, Neymar nada fez, nadinha. Mas o que, afinal de contas, faz supor que Neymar possa estar no rol dos 26? Direto ao ponto: o baixo rendimento das atuais estrelas do Brasil.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *