O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirma ter enviado uma resposta às críticas dos Estados Unidos ao seu último plano para encerrar o conflito entre os dois países.

O presidente americano Donald Trump rejeitou o plano de 14 pontos enviado pelo Irã há mais de uma semana, classificando-o como “totalmente inaceitável”.

“Recebemos um conjunto de pontos a serem corrigidos e considerações do mediador paquistanês”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, nesta segunda-feira (18).

“Nossos pontos de vista foram apresentados ao lado americano em resposta. Portanto, o processo continua por meio do Paquistão”, acrescentou, segundo a agência de notícias estatal IRNA.

Baghaei não forneceu mais detalhes.

Washington e Teerã têm trocado propostas para encerrar a guerra por meio da mediação paquistanesa.

O ministro do Interior paquistanês, Mohsin Naqvi, esteve em Teerã no domingo (17), segundo a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, e realizou uma reunião de três horas nos gabinetes presidenciais.

Mas o Irã e os EUA permanecem muito distantes em relação às questões centrais.

Baghaei afirmou nesta segunda-feira (18) que “caso ocorra o menor erro por parte de qualquer uma das partes, sabemos muito bem como reagir”.

Ele também reiterou a exigência do Irã de um fim à guerra antes que qualquer negociação sobre seu programa nuclear possa ser iniciada.

“Enfatizamos que não abriremos mão de nossos direitos previstos nos acordos de não proliferação. Nesta fase, não discutimos detalhes sobre questões nucleares. Por ora, o foco está totalmente em pôr fim à guerra”, disse ele.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, também afirmou que as consultas com o governo de Omã sobre a gestão do Estreito de Ormuz continuam.

“Continuamos nossos esforços para garantir total segurança e proteção da navegação no estreito. Tanto o Irã quanto Omã consideram sua responsabilidade manter esse objetivo”, relatou Baghaei, segundo a emissora estatal iraniana IRIB, acrescentando que uma reunião sobre o assunto foi realizada na capital omanita, Mascate, na semana passada.

Omã não comentou as últimas negociações, mas confirmou em abril discussões para garantir “o trânsito tranquilo de embarcações pelo Estreito de Ormuz”.

Nesta segunda-feira (18), apenas um petroleiro passou pelo Estreito, segundo o site de rastreamento MarineTraffic. Alguns navios transitam pelo Estreito sem revelar sua posição.

Baghhaie insistiu que as propostas do Irã para gerenciar a passagem pelo Estreito estavam “em conformidade com o direito internacional”.

“Concordamos plenamente com a China sobre a liberdade do comércio marítimo. Foram os Estados Unidos que criaram problemas para a liberdade do comércio marítimo por meio da pirataria”, disse ele.



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