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Os organizadores de uma nova flotilha com destino à Faixa de Gaza, que partiu da Turquia na semana passada, denunciaram nesta segunda-feira, 18, que as embarcações foram interceptadas por navios militares israelenses perto do Chipre. O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou a interceptação, celebrando ter frustrado um “plano malicioso”.

“Navios militares estão interceptando atualmente nossa frota e o FDI (o Exército de Israel) está abordando neste momento o primeiro dos nossos barcos em plena luz do dia”, publicou a Flotilha Global Sumud em seu perfil oficial no X (ex-Twitter).

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Algumas horas antes, o Ministério das Relações Exteriores de Israel havia advertido que o país “não permitirá qualquer violação do bloqueio naval legal imposto a Gaza”, ordenando em mensagem publicada no X que os barcos dessem meia volta, e descreveu a iniciativa como uma “provocação” que só “serve ao Hamas”.

“Desta vez, dois grupos turcos violentos — Mavi Marmara e IHH, este último designado como organização terrorista — participam da provocação. O objetivo da provocação é servir ao Hamas, desviar a atenção da recusa (do grupo) ao desarmamento e prejudicar os avanços do plano de paz do presidente (americano Donald) Trump”, afirmou o ministério.

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Filme repetido

Esta é a terceira tentativa em um ano de romper o cerco imposto a Gaza, devastada pela guerra e que enfrenta graves carências desde o início do conflito entre Israel e o Hamas em outubro de 2023. Desta vez, na última quinta-feira 14, quase 50 barcos zarparam do sudoeste da Turquia como parte da flotilha.

As autoridades israelenses, por sua vez, rejeitam as acusações de escassez de ajuda e insistem que Gaza está “inundada” de insumos. No final do mês passado, as forças de Israel interceptaram uma flotilha anterior em águas internacionais, na costa da Grécia. A maioria dos ativistas foi liberada rapidamente em Creta, mas dois ativistas foram detidos: o brasileiro Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, de origem palestina e nacionalidade espanhola, que foram levados para Israel. Após vários dias de detenção e interrogatórios, eles foram expulsos em 10 de maio.

Várias ONGs denunciaram as “detenções ilegais” e afirmaram que os dois sofreram maus-tratos durante o encarceramento. As autoridades israelenses rejeitaram as acusações, mas não abriram um processo contra os ativistas.





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