
O programa Barricada Zero, lançado pelo ex-governador Cláudio Castro (PL) em novembro após a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, também entrou no pacote de mudanças no estado comandadas pelo desembargador Ricardo Couto. Assim como o programa Segurança Presente, a iniciativa deixa a estrutura do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e passa para o guarda-chuva da Polícia Militar. Agora caberá à PM não somente executar as ações, como também planejá-las, inclusive junto às prefeituras, papel que era do GSI.
Com Couto à frente do governo, os dois programas perdem um caráter político ao serem transferidos para o seu braço operacional. O Barricada Zero era um dos carros-chefes do governo Castro. As suas ações foram responsáveis por remover 14 mil toneladas de materiais usados por criminosos para instalar barreiras em áreas domninadas pelo crime. Pelo balanço do final de abril, 3.863 vias tinham sido desobstruídas desde o lançamento do programa, que chegou a 12 municípios. Como mostrou VEJA, os complexos da Penha e do Alemão não chegaram ser beneficiados.
De acordo com o Diário Oficial desta segunda-feira, 18, o programa ficará a cargo da PM a partir de 1º de junho. Couto reformulou toda a estrutura do GSI, que ganha novas atribuições e passa a abrigar uma Subsecretaria de Operações Estratégicas e Controle de Divisas e a Escola de Inteligência do Estado do Rio, criada no decreto publicado hoje.