O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 17, que o “tempo está se esgotando” para o Irã. Na Truth Social, rede social da qual é dono, o republicano advertiu, com as tradicionais letras maiúsculas, que é “melhor eles (os iranianos) se mexerem, RÁPIDO, ou não sobrará nada deles”. O alerta ocorre dias após a reunião entre Trump e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, na qual abordaram a guerra no Oriente Médio — e concordaram, segundo a Casa Branca, que Teerã não deve ter armas nucleares.

Não é a primeira ameaça de Trump ao regime iraniano em meio ao frágil cessar-fogo, implementado em 8 de abril. Na última segunda-feira, o ocupante do Salão Oval chamou de “estúpida” e “um lixo” a resposta de Teerã à proposta de paz dos EUA. Ele, que disse não ter terminado de ler o documento, também advertiu que a trégua está “incrivelmente frágil”.

Trump reiterou que o plano americano é o melhor “de todos os tempos” porque estabelece que “o Irã não pode ter uma arma nuclear e não terá uma arma nuclear”, acrescentando: “Se eles tivessem isso, o Oriente Médio teria acabado. Israel teria acabado. E provavelmente a Europa seria a próxima a ser atingida. Estamos prestando um serviço ao mundo.”

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Ele voltou a alertar Teerã após o encontro com Xi. Em entrevista à emissora Fox News na noite de quinta-feira 14, o presidente adiantou que não será “muito mais paciente” e que as autoridades iranianas “deveriam fazer um acordo.

A Casa Branca afirmou que Trump e Xi concordaram sobre a necessidade de manter aberta a rota marítima por onde passam 20% do petróleo e gás consumidos no planeta. O Irã efetivamente encerrou a navegação por lá em resposta aos ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel, que começaram em 28 de fevereiro.  A China é próxima do Irã e a principal compradora de seu petróleo.

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Enquanto isso, o Irã se mantém inflexível diante das exigências do governo Trump — rejeita, por exemplo, encerrar seu programa nuclear e abrir mão de seu estoque de urânio enriquecido. O ceticismo também mina as negociações, estagnadas há semanas. Na sexta-feira 15, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, salientou a falta de confiança nos EUA.

“Só estamos interessados ​​em negociar se a outra parte estiver falando sério. Não confiamos nos americanos. Estamos tentando manter o cessar-fogo para dar uma chance à diplomacia”, declarou ele.

 



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