O cantor, compositor e instrumentista Noca da Portela faleceu neste domingo (17). O artista foi um dos grandes nomes da escola de samba do Rio de Janeiro e, ao longo dos anos, tornou-se uma das personalidades mais respeitadas do Carnaval carioca.

Primeiros passos na música

Nascido em Leopoldina, em Minas Gerais, Osvaldo Alves Pereira, começou a compor aos 15 anos para a Escola de Samba Unidos do Catete, segundo informações do Dicionário MPB. Ele seguiu na Ala dos Compositores por mais três anos.

Em 1958, o artista atou no Trio Tropical como cantor e compositor. Nessa mesma época, ele participou da fundação da Escola de Samba Paraíso do Tuiuti, no bairro de São Cristóvão.

Foi apenas na década de 1960 que Paulinho da Viola o levou para a Portela.

Carreira na Portela

Lá, o compositor fez parte do Trio ABC, ao lado de Picolino e Colombo, e deixou sua marca em obras como “Portela Querida”, eternizada na voz de Elza Soares, e no samba-enredo “O Homem de Pacoval”, de 1976.

Segundo a escola de samba, ele ganhou sete vezes a disputa de samba-enredo na Majestade do Samba, marca que o coloca como um dos maiores vencedores da história da agremiação.

Alguns dos sambas vitoriosos são “Recordar é viver”, de 1985, “Gosto que me enrosco”, de 1995, “Os olhos da noite”, de 1998, e “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal”, de 2015.

Além da carreira musical, Noca foi nomeado Secretário Estadual da Cultura em 2006, durante o governo de Rosinha Garotinho, ficando no cargo até o final do ano. Mais tarde, ele ainda foi candidato a vereador.



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