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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nunca precisou disputar uma campanha de verdade para conquistar seus mandatos parlamentares, obtidos graças à popularidade do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também nunca foi conhecido pelo tirocínio político. Talvez por isso tenha subido no salto alto, cantado vitória antes da hora e declarado o fim do governo Lula após a decisão do Senado de rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos favoritos na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro se precipitou. Como se sabe, quase ninguém ganha uma eleição de véspera. Muito menos com cinco meses de antecedência. Depois de crescer nas pesquisas jogando parado e se aproveitando dos erros e das dificuldades de Lula, o senador foi parar nas cordas com a divulgação de mensagens nas quais pede ajuda financeira ao encrencado Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme sobre Jair Bolsonaro.

Mesmo políticos da direita criticaram o pedido de socorro financeiro e a aparente intimidade do senador com o ex-banqueiro. As próximas pesquisas mostrarão o dano de imagem decorrente das revelações, que já deixaram o primogênito do capitão na defensiva. Pela primeira vez desde o anúncio de sua candidatura ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro enfrenta uma agenda negativa, que fez surgirem boatos de que pode ser substituído nas urnas. Sua capacidade de resistência será testada.

Respiro petista

Nos últimos dias, em movimento inverso, Lula respirou um pouco. Declarada acabada pelos adversários, sua gestão avançou algumas casas impulsionada por uma série de fatos. Um deles foi o encontro do petista na Casa Branca com Donald Trump, que mais uma vez elogiou o colega brasileiro. Outro foi a sucessão de anúncios de medidas de apelo popular, como o novo programa de renegociação de dívidas, o fim da chamada taxa das blusinhas e a subvenção para conter o preço dos combustíveis.

Antes de a conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro vir a público, uma pesquisa Genial/Quaest já trazia algumas boas notícias para o presidente. O saldo negativo entre a aprovação e a desaprovação ao governo, que era de nove pontos, caiu para três pontos em um mês. Esse movimento foi puxado por segmentos decisivos do eleitorado.

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Entre os eleitores independentes, considerados o fiel da balança da corrida presidencial, o saldo negativo entre aprovação e desaprovação caiu de vinte e seis pontos para quinze pontos. Entre as mulheres, a aprovação voltou a superar a desaprovação, com um saldo positivo de quatro pontos. Também houve melhora de imagem na região Sudeste, que reúne os três maiores colégios eleitorais do país.

Esses indicadores sugerem o início de uma recuperação do presidente, que pode ou não ser confirmada nas próximas rodadas. Por enquanto, ele continua empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno, mas deste vez Lula aparece numericamente à frente do rival, conforme a Genial/Quaest.



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