A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e o presidente Sergio Mattarella viajaram para a cidade de Modena, no norte, neste domingo (17), um dia depois de várias pessoas terem ficado feridas em um ataque por atropelamento.
Salim El Koudri, um homem de 31 anos, nascido na Itália e de origem marroquina, avançou com um carro contra uma multidão no centro da cidade no sábado (16), ferindo oito pessoas, quatro delas gravemente.
O homem tentou fugir e esfaqueou um dos três pedestres que tentaram impedi-lo. Mais tarde, ele foi preso pela polícia.
Os promotores de Modena disseram em comunicado neste domingo que o suspeito está sob investigação por tentativa de massacre e danos pessoais.
Eles disseram que o homem agrediu pedestres no movimentado centro da cidade, que tem mais de 180 mil moradores, “de maneira indiscriminada, aleatória e deliberada”.
Entre os gravemente feridos, dois perderam as pernas e um corre risco de vida, acrescentaram os promotores.
Meloni cancelou uma reunião em Nicósia com o presidente de Chipre para viajar para Modena ao lado de Mattarella, disseram fontes governamentais, que pediram anonimato.
Os ataques que utilizam veículos para atingir multidões têm se tornado cada vez mais comuns em todo o mundo. Alguns foram classificados como ataques terroristas. Os procuradores italianos afirmaram apenas que pretendiam estabelecer os motivos de El Koudri.
O vice-primeiro-ministro de ultradireita da Itália, Matteo Salvini, que lidera o partido anti-imigração Liga, pediu no domingo em uma postagem no X a revogação das autorizações de residência para aqueles que cometem crimes.
Massimo Mezzetti, prefeito de Modena, disse que dois cidadãos de origem egípcia estavam entre aqueles que tentaram parar El Koudri enquanto ele tentava fugir.
Falando à emissora RaiNews24, ele também disse que El Koudri já havia sido tratado por problemas de saúde mental no passado. O prefeito também afirmou que o suspeito era formado em economia e estava desempregado. Os promotores não confirmaram esses detalhes.
Também não foi possível contactá-los para confirmar relatos de que uma mulher polonesa e uma alemã estavam entre os feridos.