O FBI, a agência federal de investigações dos Estados Unidos, está oferecendo US$ 200 mil (equivalente a cerca de R$ 996 mil) por informações que possam levar à prisão de uma ex-especialista em inteligência da Força Aérea americana, acusada em 2019 de espionagem para o Irã.

Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (14), o FBI afirmou que ainda está tentando localizar Monica Witt, que acredita ter desertado para o Irã em 2013.

A agência disse acreditar que ela “provavelmente continua apoiando as atividades nefastas (do Irã)”.

“O FBI não se esqueceu e acredita que, neste momento crítico da história do Irã, há alguém que sabe algo sobre o paradeiro dela”, disse Daniel Wierzbicki, agente especial encarregado da Divisão de Contrainteligência e Cibernética do Escritório de Campo do FBI em Washington.

“O FBI quer ouvir você para que possa nos ajudar a prender Witt e levá-la à justiça”, concluiu o comunicado.

Witt era oficial de contrainteligência do Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea. Entre 2003 e 2008, o trabalho dela envolveu missões de contraespionagem que a levaram ao Oriente Médio.

Em 2019, o então procurador-geral adjunto John Demers alegou que Witt foi alvo de recrutamento pelo Irã e, após desertar, teria revelado ao país a existência de um “programa de coleta de informações altamente sigiloso” e a identidade de um oficial de inteligência dos EUA, “colocando em risco a vida desse indivíduo”.

Os promotores alegaram na acusação que, de janeiro de 2012 a maio de 2015, no Irã e em outros locais fora dos EUA, a oficial conspirou com iranianos para fornecer “documentos e informações relacionadas à defesa nacional dos Estados Unidos, com a intenção e a razão de acreditar que os mesmos seriam usados ​​em detrimento dos Estados Unidos e em benefício do Irã”.

Após sua deserção, autoridades do governo iraniano forneceram a Witt “bens e serviços, incluindo moradia e equipamentos de informática”, para facilitar seu trabalho para eles, segundo a acusação. Não está claro se ela tem um advogado nos EUA para representá-la.

A acusação também imputa a quatro iranianos os crimes de conspiração, tentativas de invasão de computadores e roubo de identidade qualificado.



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