O GT (grupo de trabalho) criado por Brasil e Estados Unidos para tratar de tarifas iniciará suas discussões ao longo desta semana. A ideia era iniciar os debates imediatamente após o encontro presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, mas o plano foi frustrado pela visita do republicano à China.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encontrou o líder chinês, Xi Jinping em Pequim. O encontro capturou as atenções da Casa Branca e dos principais auxiliares do republicano, e qualquer outra temática ficou em segundo plano.

A expectativa do governo Lula é de que a primeira teleconferência entre os representantes brasileiro e americano aconteça nos próximos dias.

O representante brasileiro é o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Marcio Elias Rosa; os norte-americanos são o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e o representante comercial, Jamieson Greer.

Como mostrou a CNN, o Palácio do Planalto acredita que o encontro presidencial dá tempo ao Brasil e afasta as chances de os Estados Unidos estabelecerem tarifas, mas não elimina o risco de uma nova taxação. Segue a avaliação de que o republicano é imprevisível.

O risco de tarifas e o encerramento da investigação contra o Brasil na chamada “seção 301” só ocorrerá através das negociações comerciais entre os países, na avaliação de auxiliares do presidente brasileiro. Por este motivo, o principal resultado prático da reunião é a criação do GT, que tem prazo estabelecido de 30 dias.

Em entrevista à CNN, Márcio Elias Rosa defendeu o avanço gerado pela criação do GT. O ministro reproduziu aquele que vem sendo o discurso do Planalto: de que agora a discussão acontecerá num nível que tem poder para tomar decisões.

“As equipes técnicas vinham discutindo os fundamentos da seção 301, mas sem nenhum poder de decisão. Eles debatiam redução de tarifas, que ao fim e ao cabo é o que eles pretendem que façamos, mas esse poder de negociação essas equipes não teriam. Ontem, ao contrário, avançou o processo, porque ambos têm poder”, disse.

O Planalto, contudo, avalia que só haverá acordo caso o Brasil faça algum tipo de concessão aos Estados Unidos. A percepção é de que os emissários de Trump buscam extrair das negociações um aceno que possam apresentar como uma conquista internamente.

Segundo auxiliares de Lula, ainda não está claro as áreas que os norte-americanos pretendem explorar. A delegação brasileira, inclusive, esperava que a Casa Branca apresentasse maior interesse em debater minerais críticos do que mostrou na reunião de quinta-feira (7).



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