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Após o anúncio do controverso “maior encontro de homens do Brasil”, Juliano Cazarré voltou a provocar reação de atrizes com suas declarações na GloboNews. Durante um debate com a psicanalista Vera Iaconelli e o consultor sobre equidade de gênero e raça Ismael dos Anjos, o ator afirmou que “mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres” e citou supostos métodos de educação sexual adotados em escolas.
Entre as manifestações, Leandra Leal cobrou das emissoras de televisão maior rigor na verificação de dados durante debates. “Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade. Programas de debates e entrevistas não podem permitir que distorções de dados sejam usados para comprovar pontos de vista. A correção tem que vir na mesma velocidade da fala com checagem de fatos em tempo real”, escreveu a atriz nas redes sociais. Lorena Comparato também questionou o comentário do ator e a ausência de embasamento: “Não é ilegal falar isso publicamente sem nenhum comprovante científico? Que perigo”.
Já Letícia Sabatella comentou um trecho do programa em que Cazarré explica o tipo de homem que seu curso pretende formar, mas preferiu não polemizar o tema. “Diálogo que une pontas soltas e amarra com mais bom senso. Tirando o Cazarré do lugar de ingenuidade e vítima e o introduz na consciência mais contemporânea. Reduzir tamanho privilégio masculino na sociedade é caminho pra igualdade. Redistribuir o poder de escolhas dentro das famílias, diminuindo o poder de oprimir dos homens na sociedade”, escreveu.
Outra que também não ficou calada foi Juliette. Após as falas do ator, a campeã do BBB 21 fez um discurso sobre a importância do feminismo. “Não é uma opressão ao masculino. O feminismo é um aliado. Ele liberta também o masculino, o feminino sem dúvida, mas também o masculino de amarras, de forjas, de lugares que se mostram falidos, não se sustentam a longo prazo”, declarou Juliette, ressaltando que o índice de feminicídio é um reflexo do machismo. “Existe um esforço tão grande em vitimizar o masculino, mas as verdadeiras vítimas são as mulheres”.
Educação sexual
Fernanda Nobre usou as redes sociais na quarta-feira, 14, para comentar declaração do ator. A atriz afirmou que a fala de Cazarré representa comportamentos repulsivos que ajudam a “manter privilégios masculinos na sociedade”. Ela destacou a necessidade de desconstruir essas ideias e promover uma visão mais igualitária, ressaltando “a importância de discutir desigualdade de gênero”. Já Igor Cosso resolveu fazer um vídeo reagindo às declarações errôneas de Cazarré a respeito da educação sexual nas escolas. Cosso reforçou a importância de se debater, por exemplo, o uso de métodos anticoncepcionais entre os jovens.
Cazarré já havia despertado a revolta entre as colegas quando lançou o projeto O Farol e a Forja, em abril. Na ocasião, atrizes questionaram o propósito do curso, voltado a “entender o que está acontecendo com os homens”. Marjorie Estiano, por exemplo, destacou que o colega não criou o evento, apenas replicou. “Está reproduzindo um discurso que já é ampla e profundamente difundido, enraizado e que mata mulheres todos os dias”, pontuou, defendendo uma reavaliação da iniciativa. Claudia Abreu, Julia Lemmertz, Guta Stresser e Silvia Buarque também se posicionaram criticando o projeto.