Israel afirmou que matou o principal líder militar do Hamas, Izz al-Din al-Haddad, em um ataque na Faixa de Gaza na sexta-feira (15).
A ofensiva matou ao menos sete pessoas e deixou mais de 50 feridos, que foram levados para o Hospital Al-Shifa, segundo os serviços de emergência em Gaza.
Um comunicado conjunto das FDI (Forças de Defesa de Israel) e da Agência de Segurança de Israel disse que al-Haddad havia sido morto em um “ataque preciso”.
Mesquitas no norte de Gaza também anunciaram a morte do comandante neste sábado (16), segundo a agência Reuters, mas não houve nenhum comentário oficial do Hamas.
Israel acusou al-Haddad de ser responsável e um dos “arquitetos” do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
Ele também teria se recusado a “implementar o acordo liderado pelo presidente dos EUA (Donald) Trump para o desarmamento do Hamas e a desmilitarização da Faixa de Gaza”.
Os serviços de emergência na Faixa de Gaza informaram que Israel atingiu um prédio residencial no bairro de al-Rimal, perto da Cidade de Gaza, na tarde de sexta-feira, antes de um segundo ataque ter como alvo um carro em uma rua próxima.
O diretor do Hospital Al-Shifa da Cidade de Gaza, Mohammed Abu Salmiya, disse à CNN que o complexo médico, que também funciona como necrotério da região, recebeu até o momento os corpos de três mulheres e uma criança, entre os sete mortos nos ataques.
Paramédicos da Sociedade do Crescente Vermelho Palestino foram aos dois locais na noite de sexta-feira, transportando quase 30 pacientes feridos para o Hospital de Campanha de Al-Saraya, informou a organização.
O Hamas não respondeu imediatamente a um pedido de comentário e a CNN não conseguiu confirmar de forma independente se al-Haddad foi morto ou ferido nos ataques.
“Fantasma de al-Qassam”
Al-Haddad é considerado uma das figuras mais importantes do Hamas, conhecido como o “Fantasma de al-Qassam” pela discrição que mantém.
Ele é o chefe das Brigadas Izz al-Din al-Qassam, o braço armado do Hamas.
Após Israel assassinar outros líderes do Hamas, incluindo Yahya Sinwar, seu irmão Mohammed Sinwar e Mohammed Deif, al-Haddad passou a ser considerado um dos principais tomadores de decisão do grupo.