O executivo chileno preso sob a acusação de racismo e homofobia durante um voo da Latam, nessa sexta-feira (15/5), foi afastado do trabalho.

A empresa em que Germán Naranjo Maldini trabalhou nos últimos 10 anos decidiu afastá-lo da função após o episódio, enquanto apura todas as informações relacionadas ao caso.

A decisão foi informada pela Landes, companhia chilena especializada em fabricação de pescados, por meio de um comunicado:

“Enquanto todas as informações necessárias estão sendo reunidas, a Landes decidiu afastar formal e preventivamente Germán Naranjo de suas funções”, diz trecho do comunicado emitido pela área de Assuntos Corporativos e Gestão de Pessoas da empresa.

A Landes classificou o comportamento do executivo como “absolutamente incompatível” com os valores da companhia.

“Esse tipo de comportamento é absolutamente incompatível com os valores da Landes e com sua Política de Não Discriminação, que se aplica a todos os funcionários da empresa”, afirmou.


Prisão na volta ao Brasil

A prisão de Maldini foi realizada nessa sexta, quando ele retornava de uma viagem. O crime, segundo a Polícia Federal (PF), foi cometido durante o embarque dele no último domingo (10/5), no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) com destino a Frankfurt, na Alemanha.

A conduta de Maldini foi registrada em vídeo. Nas imagens feitas no avião, o homem aparece insultando um comissário de bordo da Latam e fazendo gestos imitando um macaco.

A Latam divulgou uma nota sobre o ocorrido, na qual diz não aceitar práticas desrespeitosas.

“A Latam repudia veementemente qualquer prática discriminatória e violenta, incluindo crimes de racismo, xenofobia e homofobia”, diz o comunicado.



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