O Ministério do Comércio da China descreveu neste sábado (16) como “preliminares” os acordos tarifários, agrícolas e aeronáuticos firmados durante a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, nesta semana.

Trump deixou Pequim na sexta-feira (15) após dois dias de conversas com o presidente Xi Jinping, que foram marcadas por pompa e retórica cordial, mas com poucos detalhes sobre resultados concretos em termos de comércio e investimento.

Em um comunicado publicado em seu site, o ministério afirmou que as duas partes concordaram em estabelecer um conselho de investimentos e um conselho comercial para negociar reduções tarifárias recíprocas e específicas para cada produto, bem como cortes mais amplos em bens não especificados, incluindo produtos agrícolas.

Ainda sobre agricultura, Pequim afirmou que ambos os lados trabalharão para resolver as barreiras não tarifárias e as questões de acesso ao mercado.

“Finalizado o mais rápido possível”

“Os Estados Unidos promoverão ativamente a resolução das preocupações de longa data da China em relação à retenção automática de produtos lácteos e aquáticos, às exportações de bonsai em substrato de cultivo para os Estados Unidos e ao reconhecimento da província de Shandong como uma área livre de gripe aviária”, disse o ministério.

“O lado chinês também promoverá ativamente a resolução das preocupações dos EUA em relação ao registro de instalações de processamento de carne bovina e às exportações de carne de aves de alguns estados americanos para a China”, acrescentou.

O ministério não identificou as empresas nem forneceu detalhes sobre volumes, valores ou cronogramas.

A declaração de sábado representou a primeira caracterização pública da China sobre os resultados das negociações comerciais realizadas esta semana em Pequim e Seul, e surge em meio a questionamentos sobre o que a primeira visita de Estado de Trump à China em quase uma década realmente trouxe.

Trump afirmou que a China concordou em comprar 200 aeronaves da Boeing, mas analistas questionaram a falta de um cronograma.

O Ministério do Comércio confirmou os acordos relativos às “compras chinesas de aeronaves americanas e as garantias americanas sobre o fornecimento de motores e peças de aeronaves à China”, sem dar mais detalhes.

A empresa afirmou que as discussões sobre os detalhes continuavam e que os acordos seriam “finalizados o mais breve possível”.

 



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