A Polícia Federal prendeu, neste sábado (16), um foragido da 6ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes envolvendo o Banco Master, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O preso é Victor Lima Sedlmaier. Ele é suspeito de ser um dos membros do grupo “Os Meninos“, que era especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal. A CNN Brasil apurou que Victor já está a caminho do Brasil.

A 6ª fase da ação da Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. A operação também prendeu um agente da PF suspeito de envolvimento no esquema.

“Os Meninos” seria, de acordo com a Polícia Federal, um braço operacional do ex-banqueiro. O gerenciamento do grupo era feito por Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, e tinha como líder David Henrique Alves, preso cautelarmente pela PF nessa quinta-feira (14).

Segundo a investigação, Sicário remunerava David com valor mensal aproximado de R$ 35 mil, com “provável ingresso de recursos por intermédio da empresa BIPE SOFTWARE BRASIL LTDA”.

Na noite de 4 de março deste ano, data da terceira fase da operação Compliance Zero, David foi identificado dirigindo o carro de Sicário, e transportando computadores, notebooks, caixas e malas, em contexto interpretado como indicativo de fuga e de possível ocultação ou destruição de provas.

Na data, Sicário e Vorcaro foram presos preventivamente pela Polícia Federal.

Para a PF, o episódio demonstra que a atuação de Davi não se restringia à condição de colaborador periférico, mas assumia “feição central e diretiva no âmbito do núcleo denominado ‘Os Meninos’”.

Davi, diz a corporação, era responsável por arregimentar operadores com perfil hacker, remunerados para execução de monitoramentos ilícitos, ataques digitais, invasões e derrubada de perfis.

A investigação aponta que a mando de Vorcaro e sob gerência de Sicário, o núcleo teria conseguido derrubar perfis de rede social de pessoas críticas à Vorcaro.

“Embora a representação, no trecho ora examinado, apresente esse dado em síntese, a imputação é precisa ao situar DAVID como responsável pela célula que viabilizava, no plano digital, aquilo que “A Turma” fazia no plano presencial: neutralizar, intimidar, constranger ou vigiar alvos de interesse da organização. Isso confere especial gravidade à sua posição, pois indica atuação voltada não apenas à proteção passiva do grupo, mas à sua capacidade ofensiva e retaliatória em ambiente virtual”, diz a PF no relatório que consta na decisão do ministro André Mendonça.

“A Turma”

A nova fase também têm como alvos membros da “Turma de Vorcaro”, contratados por Daniel para influenciar nas investigações do Caso Master.

A PF dividiu o esquema comandado por Vorcaro em quatro núcleos de atuação. Um deles foi apontado como “núcleo de intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades”.

Segundo as investigações, o grupo criminoso tinha uma estrutura de vigilância e coerção privada, que foi denominada de “A Turma”. 

Os documentos mostram que a organização seria destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *