O humorista Fábio Porchat, 42, se tornou “persona non grata” após a CCJ (Comissão Constitucional de Justiça) aprovar um projeto de lei nesta semana. O título significa que alguém passa a ser considerado indesejado e não é mais bem-vindo em determinado lugar.
Segundo o Itamaraty, a declaração de “persona non grata” é uma prerrogativa que os Estados possuem para indicar que um representante oficial estrangeiro não é mais bem-vindo como tal em seu território e é tradicionalmente usada na diplomacia internacional.
Confira outras celebridades que já receberam o título
Richard Gere
O ator, que é considerado um dos maiores críticos de Hollywood em relação à China e ao Partido Comunista Chinês, foi banido do país por seu ativismo político em prol do Tibete e do Dalai Lama. Além disso, a estrela de “Uma Linda Mulher” foi banida do Oscar por quase 20 anos após fazer comentários não roteirizados sobre a China e a “horrenda situação dos direitos humanos” no Tibete durante a cerimônia de 1993.
Em uma entrevista concedida à Variety em dezembro de 2025, Gere quebrou o silêncio sobre a proibição de quase 20 anos, revelando que “não levou isso para o lado pessoal”.

Brad Pitt
Assim como Gere, Brad Pitt se tornou “persona non grata” na China, após a desaprovação do governo ao seu filme de 1997, “Sete Anos no Tibete”, que retratava o regime opressor chinês no Tibete.

Miley Cyrus
Em 2014, a República Dominicana proibiu a artista de entrar no país, citando que a intérprete de “Hannah Montana” pratica “atos que contrariam a moral e os costumes, sendo puníveis pela dominicana”, segundo a BBC. Na ocasião, a estrela estava em turnê com “Bangerz”.
Anteriormente, a comissão governamental da República Dominicana que supervisiona as apresentações públicas já proibiu anteriormente a veiculação de músicas no rádio por considerá-las vulgares.

Mel Gibson
Após ser preso por dirigir embriagado em julho de 2006, o diretor de “Coração Valente” proferiu insultos racistas contra um policial, o que logo o fez ser banido da indústria cinematográfica de Hollywood.
Segundo a The Hollywood Reporter, na ocasião, Ari Emanuel, então na Endeavor, escreveu uma carta aberta afirmando que a indústria não pode “permitir que Mel Gibson saia impune com declarações tão tragicamente inflamatórias”. Na sequência, ele deixou de representar Gibson como cliente da agência.
Em 2016, ele deixou de ser considerado “persona non grata”.
