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Pela primeira vez na história das Copas, a Fifa criou um site oficial para venda de ingressos e um outro, também controlado pela federação, de revenda. Direito ao ponto: na revenda, as cifras estão nas alturas. A ferramenta é boa, por apartar o jogo sujo dos cambistas, mas as cifras que por lá circulam são assustadoras.
Um lugar para a final de 19 de julho, na arquibancada do Met Life Stadium, em Nova Jérsei, valia no começo das transações exatos 22 640,57 dólares, o equivalente a algo em torno de 112 000 reais. No troca-troca coordenado pelos cartolas de Zurique, chegou na segunda-feira, 11, a 865 646,63 dólares, ou 4,2 milhões de reais.
Atenção: não é tribuna de honra, não é espaço VIP, é ao relento mesmo. Por óbvio, na balança da oferta e demanda, o preço pode despencar, em caminho provável – mas pode também subir ainda mais.
Convém, contudo, estabelecer comparações desde já. No Superbowl deste ano, realizado no Levi´s Stadium, em Santa Clara, e que será para sempre lembrado pela participação mercurial no intervalo de Bad Bunny, havia assentos que começavam em 74 500 dólares (393 000 reais) – e houve sim quem, no desespero de última hora, tenha desembolsado estupendos 900 000 dólares no câmbio paralelo.
Mas, quando se trata de comparar laranja com laranja, ou bola de futebol com bola de futebol, a medida inflacionária explode. A finalíssima da Copa do Mundo do Catar, em 2022, custava para os endinheirados, na largada, 11 000 dólares, metade de agora. Em tempo: quem quiser ver Brasil contra Marrocos, em 13 de junho, também no Met Life, terá de desembolsar na revenda 5 100 dólares (25 000 reais).
É tudo muito absurdo, dinheiro que não acaba mais, mas é sempre bom deixar de lado a falsa surpresa – para além dos gols, dos belos jogos, e de outros esquecíveis, toda a ideia é fazer a caixa registradora tilintar.
Estima-se que a Fifa fature 11 bilhões de dólares com a Copa, tudo somado, com torcedores nos estádios, patrocinadores e um imenso etc…