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O deputado estadual Rodrigo Amorim (PL) voltou aos holofotes, nesta quinta-feira, 14, ao propor um projeto de lei para tornar o ator e humorista Fábio Porchat “persona non grata” no Rio. Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Alerj, o parlamentar é o autor da medida simbólica aprovada na CCJ nesta quarta-feira, 13, e que ainda seguirá para votação em plenário.
A ofensiva contra Porchat foi motivada por vídeos e declarações do humorista criticando aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de esquetes envolvendo religião e política. Nas redes, Porchat reagiu com ironia, afirmando que “deputado chateado” com ele seria motivo de orgulho.
A trajetória política de Amorim, porém, já era marcada por embates públicos. Advogado de formação, ele ganhou projeção nacional em 2018, quando apareceu quebrando a placa em homenagem à vereadora Marielle Franco, durante a campanha eleitoral daquele ano. Na mesma eleição, foi um dos deputados estaduais mais votados do Rio surfando na onda bolsonarista. Desde então, construiu uma atuação fortemente associada a pautas conservadoras, segurança pública, embates ideológicos e críticas à esquerda. Em 2024, tornou-se o primeiro parlamentar condenado por violência política de gênero no Brasil, após falas direcionadas à vereadora trans Benny Briolly.
Enquanto articulava a moção de repúdio contra Porchat, Amorim também apresentou uma proposta para homenagear o ator Juliano Cazarré com a Medalha Tiradentes.