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Pesquisa realizada em conjunto por diversos países revela um mapa mais detalhado da teia cósmica, estrutura que permite entender o início do universo. Ao observarem galáxias distantes que compõem a teia, os pesquisadores veem o passado: a luz dessas estruturas demora anos para chegar à Terra, ou seja, o que se observa hoje é referente ao que elas eram há tempos atrás.

O levantamento catalogou 164 mil galáxias e o mapa foi disponibilizado de maneira gratuita na internet. Foram rastreados fragmentos da teia cósmica de uma época em que o cosmos tinha “somente” 1 bilhão de anos de idade. 

A teia cósmica é a maneira como a matéria se organiza no universo. As galáxias não estão espalhadas uniformemente, elas se distribuem ao longo de estruturas de rede tridimensionais compostas por gás e matéria escura. Essa arquitetura se estende por bilhões de anos-luz.

O estudo, publicado no The Astrophysical Journal dia 6 deste mês, foi liderado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Riverside (UCR), nos Estados Unidos, e contou com a participação de cientistas de países como Alemanha, Chile, Dinamarca, França e Japão. 

As imagens mais detalhadas foram somente obtidas em razão do telescópio James Webb. Segundo a Nasa, o James Webb estuda todas as fases da história do nosso universo. Ele foi lançado em 25 de dezembro de 2021 e entrou em operação em 2022. Esse levantamento de dados publicado neste ano foi o maior já realizado pelo telescópio.

De acordo com os pesquisadores, o diferencial do James Webb é sua capacidade de registro com mais alcance e nitidez. Por conta de sua estrutura que capta infravermelho, é possível atravessar poeira cósmica e identificar galáxias que passavam despercebidas anteriormente. As imagens disponíveis antes de James Webb exibiam estruturas que pareciam únicas, mas o mapa da nova pesquisa revelou que, na verdade, existiam arranjos menores e mais galáxias.



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