Torcedores revoltados do Al-Ittihad, de Trípoli, capital da Líbia, incendiaram a fachada e o jardim da sede do Governo de Unidade Nacional (GNU) em um protesto contra a decisão de um árbitro que não marcou um pênalti na partida contra o Swehly, de Misrata.

A partida foi disputada no estádio da cidade de Tarhouna, a cerca de 65 km a sudeste da capital. O jogo foi interrompido aos 87 minutos, após o Al-Ittihad questionar o lance. Os torcedores presentes no estádio invadiram o gramado, desencadeando um tumulto que danificou propriedades e feriu guardas do estádio. Fotos nas redes sociais mostraram guardas com ferimentos na cabeça, pernas e mãos sendo levados às pressas para um hospital em Tarhouna.

Em Trípoli, de acordo com duas testemunhas, torcedores do Al-Ittihad que assistiam à partida no clube caminharam em direção ao prédio do GNU e soltaram fogos de artifício “para expressar sua raiva”, fazendo com que a fachada do edifício pegasse fogo.

“A situação estava muito caótica, com fumaça espessa no céu, e os carros na área tentavam sair antes que as coisas piorassem porque os torcedores estavam muito furiosos”, disse uma das testemunhas.

Imagens postadas na internet e divulgadas pelo canal de TV Libya Al-Ahrar, com sede em Istambul, mostraram chamas envolvendo a fachada de vidro do prédio do GNU e densas colunas de fumaça preta no céu.

Clubes e governo se pronunciam

Não houve resposta imediata do GNU a um pedido de comentário da Reuters. A situação se acalmou por volta da meia-noite, enquanto as forças do GNU se posicionavam ao redor do prédio e os bombeiros controlavam o incêndio.

O Al-Ittihad, em comunicado em sua página verificada no Facebook, exigiu “uma revisão abrangente de todas as decisões de arbitragem durante a partida”. O Swehly disse em um breve comunicado no Facebook que sua equipe estava voltando para Misrata “coroada com a vitória”.

O GNU, reconhecido internacionalmente, é chefiado pelo Primeiro-Ministro Abdulhamid Dbeibah, que chegou ao poder em 2021 em um processo mediado pela ONU. A Líbia teve pouca estabilidade desde que um levante apoiado pela OTAN em 2011 derrubou o antigo autocrata Muammar Gaddafi.





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