O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou nesta sexta-feira (15/5) que a guerra com o Irã “nunca deveria ter acontecido” e defendeu a continuidade do cessar-fogo, além da reabertura das rotas marítimas afetadas pelo conflito, como o Estreito de Ormuz.
A declaração foi feita por um porta-voz do governo chinês após questionamentos sobre a conversa entre o presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada nessa quinta-feira (14/5), em Pequim.
“Esta guerra, que nunca deveria ter acontecido, não precisa continuar”, afirmou o porta-voz, segundo a emissora estatal CCTV. “Encontrar uma solução rápida beneficiaria tanto os EUA quanto o Irã, assim como os países da região e o mundo como um todo.”
Segundo o governo chinês, o atual cessar-fogo abriu espaço para negociações diplomáticas, e essa oportunidade “não deve ser fechada novamente”.
A China também pediu a reabertura das rotas marítimas impactadas pelo conflito.
“As rotas marítimas devem ser reabertas o mais rápido possível, em resposta aos apelos da comunidade internacional, e esforços conjuntos devem ser feitos para salvaguardar a estabilidade e o bom funcionamento das cadeias industriais e de abastecimento globais”, declarou o porta-voz.
O Ministério das Relações Exteriores chinês informou ainda que Xi e Trump discutiram “questões importantes relativas aos dois países e ao mundo” e chegaram a “uma série de novos entendimentos”.
Além dos temas geopolíticos, os países também teriam firmado uma série de acordos comerciais. Em entrevista à Fox News nessa quinta, Trump afirmou que a China demonstrou interesse em ampliar as compras de petróleo norte-americano e adquirir mais produtos agrícolas dos EUA, como soja e milho.
Trump e Xi Jinping voltam a se reunir nesta sexta-feira (15/5), no horário local, no Zhongnanhai — complexo residencial e político da liderança chinesa — para o último dia de reuniões em Pequim.
Os dois líderes haviam se encontrado pela última vez em outubro do ano passado, durante uma cúpula internacional na Coreia do Sul, quando concordaram em avançar nas discussões sobre um acordo comercial.







