
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o seu homólogo da China, Xi Jinping, abordaram vários assuntos espinhosos ao longo de uma reunião nesta quinta-feira, 14, em Pequim. Segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês, os dois “trocaram opiniões sobre importantes questões internacionais e regionais, como a situação no Oriente Médio, a crise na Ucrânia e a península coreana”.
A declaração também apontou que os líderes concordaram em firmar uma “relação estratégica construtiva e estável entre a China e os EUA”, além de uma “estabilidade estratégica construtiva” com “competição moderada” para um “futuro promissor de paz”. “Xi Jinping enfatizou que a China está comprometida com o desenvolvimento estável, saudável e sustentável das relações sino-americanas”, acrescentou.
Em paralelo, a Casa Branca afirmou que os líderes concordaram numa questão-chave para o governo americano: que o Irã não deve ter armas nucleares. A China é uma grande aliada de Teerã e maior compradora do petróleo iraniano. Resta saber se o apoio chinês se converterá em algum tipo de pressão concreta sobre o seu parceiro comercial. O bloqueio do Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio internacional de petróleo, também foi motivo de discursão — e o resultado, segundo a nota, foi positivo.
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“Os dois lados concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o livre fluxo de energia. O presidente Xi também deixou clara a oposição da China à militarização do estreito e a qualquer tentativa de cobrar pedágio pelo seu uso, e expressou interesse em comprar mais petróleo americano para reduzir a dependência da China em relação ao estreito no futuro”, disse o comunicado.
Além disso, eles “ressaltaram a necessidade de dar continuidade ao progresso alcançado no combate ao fluxo de precursores do fentanil para os Estados Unidos, bem como de aumentar as compras chinesas de produtos agrícolas americanos”. Xi teria, ainda, sinalizado aos CEOs de gigantes da tecnologia que acompanharam Trump no encontro que “as portas da China para o mundo exterior se abrirão cada vez mais” e que as “empresas americanas desfrutarão de perspectivas ainda mais promissoras”.
Nem tudo, no entanto, são flores. A imprensa estatal chinesa informou que Xi salientou que “a questão de Taiwan é o assunto mais importante nas relações entre a China e os EUA”. Pequim considera a pequena nação insular uma província rebelde parte inalienável do seu território. O líder chinês, então, teria advertido que “se mal administrada, a situação entre as duas nações pode levar a um confronto ou mesmo a um conflito armado, colocando toda a relação China-EUA em uma situação extremamente perigosa”.