Quem busca uma alimentação mais saudável e nutritiva já deve ter percebido que no mercado há diversos tipos de farinhas para substituir as tradicionais refinadas brancas. A de beterraba, por exemplo, tem ganhado cada vez mais espaço nas prateleiras.
Feita a partir da planta desidratada e moída, a farinha de beterraba preserva grande parte dos nutrientes da planta e pode trazer diversos benefícios à saúde.
Rica em fibras, o ingrediente auxilia no funcionamento do intestino e proporciona mais saciedade, podendo ajudar no controle do apetite e, consequentemente, na perda de peso. Além disso, a farinha contém compostos antioxidantes e nitratos naturais, que ajudam na saúde cardiovascular, melhorando a circulação sanguínea e a pressão arterial.
“As fibras da beterraba auxiliam na regulação do trânsito intestinal, evitando constipação e melhorando a digestão. Seus compostos bioativos podem atuar como prebióticos, ajudando no crescimento e equilíbrio de bactérias benéficas para o intestino”, explica a nutricionista Amanda Figueiredo.
O consumo dessa farinha também pode beneficiar quem pratica atividades físicas, já que os nitratos presentes na beterraba também estão associados ao aumento do desempenho esportivo e à redução da fadiga muscular.
Outro ponto positivo é a versatilidade dessa farinha na cozinha. Ela pode ser usada como substituta da farinha de trigo no preparo de pães, bolos, panquecas e massas, dando aos alimentos uma coloração avermelhada e um leve sabor adocicado. Ela também pode ser adicionada a sucos, vitaminas e iogurtes.
Quando comparada à farinha branca, a versão extraída da beterraba tem um índice glicêmico menor, devido à presença das fibras, sendo uma boa escolha para quem tem diabetes.
“Por ser naturalmente mais nutritiva e possuir um índice glicêmico mais baixo do que a farinha branca, ela pode ser uma alternativa interessante para quem busca controlar os níveis de glicose no sangue”, explica Priscila Schramm, nutricionista.
Consumo moderado
Apesar dos benefícios, algumas pessoas devem ter cautela ao consumir a farinha de beterraba. Diabéticos precisam monitorar sua ingestão e fazê-la com atenção, isso porque, apesar do baixo índice glicêmico, a beterraba contém açúcares naturais.
Além disso, pessoas com predisposição a pedras nos rins também devem evitar o seu consumo excessivo, já que o alimento é rico em oxalatos, substâncias que podem contribuir para a formação dos cálculos renais.
“A recomendação varia conforme a necessidade individual, mas de uma a duas colheres de sopa por dia costuma ser uma quantidade segura para a maioria das pessoas. Pacientes com problemas renais ou que necessitam de uma dieta com restrição de potássio devem ter cautela e consultar um profissional de saúde antes de incluí-la na alimentação diária. Além disso, pessoas com pressão arterial muito baixa devem consumir com moderação, já que os nitratos podem reduzir ainda mais a pressão”, detalha Schramm.