O 2º sargento da Polícia Militar de Goiás (PMGO), identificado como André Carlos de Matos (foto em destaque), é investigado por suspeita de abandonar o posto de serviço para visitar uma suposta namorada durante o horário de serviço, utilizando uma viatura oficial da corporação. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) na segunda-feira (12/5).

O caso ocorreu em 2023, no município de Bonfinópolis (GO). De acordo com a denúncia obtida pela coluna, o 2º sargento teria usado a viatura da PM para ir até a residência da mulher em diferentes dias. Na época, ela tinha 21 anos.

“Extrai-se dos elementos informativos constantes do incluso Inquérito Policial Militar que, nos dias 22, 26 e 30 de setembro, bem como em 04, 08, 12, 16 e 20 de outubro, todos do ano de 2023, em horários diversos, o denunciando, de forma consciente e voluntária, abandonou, sem ordem de superior hierárquico, o local de serviço que lhe fora previamente designado”, diz um trecho de denúncia.

O MPGO ainda aponta que André permanecia no interior da residência ou em suas imediações por tempo variado, alguns breves e outros significativamente prolongados, todos “incompatíveis com a dinâmica e a finalidade do policiamente ostensivo”. Além de abandonar o colega de patrulha.

arquivo obtido pelo Metrópoles
arquivo obtido pelo Metrópoles

Segundo a investigação, a PM identificou 25 visitas ao local ao longo de aproximadamente um mês.

À época, o município contava com apenas uma viatura militar responsável pelo patrulhamento da cidade.

O que diz a PM?

Em nota à coluna, a Polícia Militar de Goiás informou que os fatos foram investigados por meio de Inquérito Policial Militar (IPM), instaurado após informações encaminhadas ao comando do 27º BPM sobre supostas irregularidades funcionais ocorridas durante os turnos de serviço em Bonfinópolis.

“Após regular instrução, o Inquérito Policial Militar foi concluído e homologado pela autoridade competente, com posterior encaminhamento dos autos à Auditoria da Justiça Militar para apreciação técnico-jurídica e manifestação do Ministério Público.”

A nota acrescenta que o policial segue submetido às normas disciplinares e administrativas da instituição e que “não há, até o presente momento, decisão judicial transitada em julgado ou medida administrativa que determine afastamento de suas funções”.



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