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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu converter o encontro com seu homólogo americano, Donald Trump, e o lançamento do novo programa Desenrola 2.0 — ambos realizados em maio — em melhora na sua imagem junto ao eleitor brasileiro, segundo pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 13.
Para fazer a avaliação, o instituto ouviu 2.004 eleitores de 120 municípios brasileiros entre os dias 8 e 11 de maio, gerando um documento com nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais.
Ao todo, 43% dos entrevistados afirmaram que Lula saiu mais forte do encontro com Trump na Casa Branca, em Washington. Ao fim da reunião, o presidente americano chegou a publicar numa rede social que via o petista como um líder muito dinâmico. Além disso, ele também teria dito um ‘I love You’ durante telefonema prévio para o brasileiro.

Quando os entrevistados foram divididos pela Genial/Quaest entre seus posicionamentos políticos, apenas aqueles que se consideram bolsonaristas e de direita não-bolsonarista fizeram uma avaliação mais negativa do encontro.
Apesar disso, entre os eleitores independentes, considerados fundamentais para decidir a eleição presidencial de 2026, a maioria considera que o petista saiu mais forte do encontro com Trump.

Os entrevistados também foram questionados sobre o tipo de conversa e abordagem que Lula teve no encontro, visto que, em outros momentos, ele já foi muito firme em críticas ao presidente americano — principalmente em relação aos conflitos bélicos pelo mundo e na defesa da soberania nacional.
Nesse ponto, 56% afirmaram ver uma postura amigável de Lula no encontro realizado na Casa Branca. Além disso, 56% também afirmaram que desejam o Brasil como aliado dos Estados Unidos, enquanto 29% quer independência, 6% quer oposição e 9% não soube responder.


Desenrola 2.0
Em relação ao programa Desenrola 2.0, lançado no início de maio para tentar reduzir as dívidas dos brasileiros — que hoje tomam metade da renda da população, o presidente também conseguiu capitalizar aprovações. Para 50% dos entrevistados, a ação é uma boa ideia porque ajuda as pessoas a saírem do vermelho.

O principal destaque nessa questão também fica nos eleitores considerados independentes, cujo 48% enxerga o novo programa como bom, 26% diz que pode ajudar “um pouco” e 21% consideram uma má ideia.
