O ministro Nunes Marques tomou posse, nesta terça-feira (12/5), como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No primeiro discurso à frente da Justiça Eleitoral, ele apontou que o sistema eletrônio de votação do Brasil é o mais avançado do mundo, mas que isso não impede o “constante aperfeiçoamento”.
“O sistema eletrônico de votação brasileiro constitui um patrimônio institucional da nossa democracia. No tocante à recepção e à apuração dos votos, nosso sistema é o mais avançado do mundo. E essa condição de destaque global não impede o constante aperfeiçoamento do nosso dia”, expressou o presidente do TSE.
Na mesma fala, o ministro apontou que a Inteligência Artificial (IA) será o grande desafio a ser enfrentado nas eleições deste ano.
Para Nunes Marques, a IA pode ser benéfica, mas é preciso atenção para evitar que a tecnologia seja usada de forma equivocada nas campanhas eleitorais. Ele define que o poder de decisão do voto precisa estar na mão do eleitor, e não de “uma máquina”.
“O futuro da nossa democracia não será delineado por máquinas, mas pelos milhões de brasileiras e brasileiros que depositaram nas urnas sua mensagem de esperança, traduzida no voto direto, secreto, universal e periódico. Proteger a democracia significa também ampliar o acesso à participação política e remover barreiras históricas ao exercício da cidadania”, disse ele.
Nova presidência do TSE
A posse de Nunes Marques marca a transição da gestão de Cármen Lúcia para o novo comando, que tem ainda o ministro André Mendonça como vice-presidente.
A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e dos pré-candidatos ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD-GO).
Autoridades como a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) também estiveram presentes.






