O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta quarta, 13, que procurou o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para pedir financiamento para o filme biográfico de seu pai, Dark Horse, mas negou irregularidades.

“No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público”, disse Flávio (leia a nota na íntegra ao fim deste texto).

O senador disse ainda que conheceu Vorcaro quando ainda não recaíam suspeitas sobre ele.

O posicionamento responde a uma reportagem do site The Intercept, que revelou áudios de Flávio enviados a Vorcaro pedindo dinheiro para bancar a produção cinematográfica. O banqueiro teria se comprometido a repassar 24 milhões de dólares, o equivalente a R$ 134 milhões na época do contato, no fim de 2025 — pouco antes de ser preso na operação da Polícia Federal que apura as fraudes da instituição financeira.

Na gravação, Flávio cobra o pagamento, que estaria atrasado, e chama Vorcaro de “irmão”. “Apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando. É porque a gente está num momento muito decisivo aqui do filme”, diz. “Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel [ator que interpreta Jair Bolsonaro no filme], num Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme], os caras renomadíssimos lá no cinema americano e mundial. Ia ser muito ruim.”

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Em 16 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez, Flávio enviou uma mensagem a ele, dizendo: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz”.

Leia a nota de Flávio Bolsonaro na íntegra:

Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.



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