A doméstica grávida de seis meses Samara Regina, torturada pela patroa Carolina Sthela sob o pretexto de um suposto furto de joia, exige justiça pela violência. “Espero que ela pague pelo que fez”, disse em entrevista ao programa Acorda, Metrópoles, nesta quarta-feira (13/5). Veja:

A jovem, de 19 anos, detalhou o crime ao Metrópoles e descreveu os momentos angustiantes durante a tortura. Ela afirma que agora tem crises de ansiedade e nervosas, mas enfatizou que o bebê está bem e saudável.

“Espero que pague pelo que fez”, diz doméstica torturada por patroa - destaque galeria

Samara Regina, grávida agredida e torturada pela patroa no Maranhão
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Samara Regina, grávida agredida e torturada pela patroa no Maranhão

Reprodução/Metrópoles

PM que ajudou patroa a torturar doméstica grávida se entrega à polícia
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PM que ajudou patroa a torturar doméstica grávida se entrega à polícia

Reprodução/Redes

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante
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Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante

Reprodução/Redes sociais

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante
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Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante

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Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante
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Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante

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Segundo a polícia, Carolina arrastou a funcionária pelos cabelos, a agrediu com coronhadas e colocou uma arma na boca dela por desconfiar de que ela teria roubado uma joia
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Segundo a polícia, Carolina arrastou a funcionária pelos cabelos, a agrediu com coronhadas e colocou uma arma na boca dela por desconfiar de que ela teria roubado uma joia

Divulgação/PCMA

Hematomas das agressões sofridas por Samara
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Hematomas das agressões sofridas por Samara

Divulgação/PCMA

“Eu estou bem, apesar de ter um pouco de ansiedade, me sentir nervosa, mas estou bem. Com o bebê, também está tudo bem, fiz todos os exames e está tudo saudável”. “Espero que ela (patroa) pague pelo que fez. Não só comigo, mas com outras pessoas também”, afirmou.


Entenda o caso

  • O crime ocorreu em 17 de abril na residência de Carolina, no Maranhão. A empresária acusou a doméstica Samara de ter furtado um anel;
  • Sob ameaça, a doméstica foi obrigada a se ajoelhar, enquanto o policial militar Michael Bruno lhe desferia coronhadas e a patroa a agredia com tapas;
  • Samara está grávida de seis meses e aceitou o contrato de um mês para trabalhar na casa de Carolina, com o intuito de conseguir dinheiro para pagar o enxoval do bebê;
  • Durante as agressões, a vítima foi arrastada pelos cabelos no interior da casa. Após o episódio, a funcionária conseguiu fugir e pediu ajuda na casa de uma vizinha;
  • Carolina foi presa preventivamente na manhã de quinta-feira (7/5), em Teresina (PI).

Samara acrescentou ao Metrópoles que vê premeditação no crime. Na data em que sofreu a tortura, Carolina ordenou que a doméstica arrumasse a área da cozinha e do jantar, pois receberia uma visita, que no caso, era Michael Bruno, PM que também a agrediu.

A doméstica, então, foi questionada sobre onde estava um anel da patroa e, em seguida, foi acusada de furto e pressionada para encontrar o objeto pela casa.

Durante as buscas, Samara foi torturada e agredida no quarto da patroa, em certo momento, chegou a ficar ajoelhada, enquanto o PM desferia coronhadas, e Carolina, tapas.

Após mais buscas, a doméstica encontrou o anel em um cesto de roupas sujas da patroa. Depois disso, Carolina foi para cima da doméstica e a agrediu mais ainda, colocando em risco a integridade física dela e do bebê.

“Espero que pague pelo que fez com outras pessoas”

Segundo Samara, Carolina cometeu agressões contra outras empregadas domésticas e que, inclusive, foi julgada e condenada.  Em 2024, Carol foi sentenciada pelo crime de calúnia ao acusar uma bebá ao roubar uma pulseira de ouro.

À época, Carolina foi condenada a 6 meses de detenção, pena substituída por prestação de serviços à comunidade por preencher os requisitos legais. A sentença também determinou o pagamento de R$ 4 mil como indenização por danos morais à vítima

Ela e o amigo PM permanecem presos no Maranhão. O delegado responsável pela investigação, Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, disse que o caso está sendo tipificado como tortura e lesão corporal gravíssima, com risco de aborto.



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