A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou na defensiva nesta quarta-feira, 13, depois que o portal The Intercept Brasil divulgou um áudio em que o senador aparece pedindo dinheiro para o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o pagamento das despesas relativas a um filme sobre o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Pelo que é possível deduzir da conversa, o banqueiro teria se comprometido a repassar 24 milhões de dólares, o equivalente a 134 milhões de reais na época do contato, no final de 2025. Na gravação, Flávio cobra o pagamento, que estaria atrasado, e chama Vorcaro de “irmão”. “Apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando. É porque a gente está num momento muito decisivo aqui do filme”, diz. “Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel [ator que interpreta Jair Bolsonaro no filme], num Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme], os caras renomadíssimos lá no cinema americano e mundial. Ia ser muito ruim”, diz.

A conversa ocorreu no dia 15 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez. na operação da Polícia Federal que apurava fraudes na instituição financeira. Flávio, no mesmo dia, enviou uma mensagem a ele dizendo: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz”, afirmou.

Nesta quarta, Flávio confirmou que procurou o dono do Banco Master para pedir financiamento para o filme biográfico de seu pai, Dark Horse, mas negou irregularidades. “No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público”, disse Flávio.

Mas o que é, afinal, esse filme sobre Jair Bolsonaro?  Filmado integralmente em inglês, o projeto tem direção de Cyrus Nowrasteh, e o roteiro, pelo que se sabe, tem assinatura de Mário Frias, deputado federal pelo PL-SP, ex-ator da Globo e ex-secretário Especial da Cultura durante o governo Jair Bolsonaro.

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Bolsonaro é interpretado na produção pelo ator Jim Caviezel,  que ficou conhecido mundialmente por filmes como “A Paixão de Cristo” e “O Conde de Monte Cristo”. A escalação aposta pesado no elenco internacional: Lynn Collins, conhecida por John Carter – Entre Dois Mundos, e Esai Morales, de Missão: Impossível – O Acerto Final, também estão no filme, além de Felipe Folgosi, que interpreta um policial federal.

Jim Caviezel caracterizado como Jair Bolsonaro: foto foi divulgada pelo portal Leo Dias
Jim Caviezel caracterizado como Jair Bolsonaro: foto foi divulgada pelo portal Leo Dias (Reprodução instagram @quaseumcinefilo/Reprodução)

Nas imagens iniciais divulgadas, são apresentadas cenas da trajetória de Bolsonaro, como sua atuação enquanto deputado, o casamento com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e a facada da qual foi alvo durante a campanha presidencial de 2018. Mário Frias, inclusive, entra em cena ao interpretar um dos médicos responsáveis pela cirurgia do ex-presidente. O autor do atentado, Adélio Bispo, também é retratado.

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Além de atuar, roteirizar e produzir o filme, Frias colaborou com produtores e diretores estrangeiros. “Sua visão e experiência se tornaram pilares fundamentais para o desenvolvimento do projeto, que busca levar às telas um recorte marcante da trajetória política brasileira, com alcance internacional”, diz a equipe de produção executiva do longa.

O teaser do filme também mostra dois dos filhos de Bolsonaro, o próprio Flávio e o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), acompanhando as gravações, que aconteceram em sua maior parte em São Paulo. O filme está em pós-produção nos Estados Unidos.



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