O encontro foi liderado pelo presidente da CNA, João Martins, acompanhado de integrantes da diretoria da entidade. A reunião aconteceu após a divulgação, no último dia 12 de maio, da lista de países habilitados pela União Europeia a exportar alimentos de origem animal ao bloco, relação da qual o Brasil ficou de fora, situação que ainda depende de discussões técnicas entre as autoridades sanitárias brasileiras e europeias.

Segundo a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, a decisão preocupa o setor agropecuário brasileiro.

“A CNA recebeu a embaixadora da União Europeia no Brasil para discutir a implementação do regulamento do bloco sobre resistência microbiana. A divulgação feita pela União Europeia no dia 12, que retira o Brasil dos países habilitados a exportar alimentos de origem animal para o bloco a partir de setembro, preocupa a CNA”, afirmou.

Durante a reunião, foram debatidas medidas necessárias para reverter a situação o mais rápido possível. De acordo com Sueme Mori, as negociações técnicas entre Brasil e União Europeia devem avançar nos próximos dias.

“Na reunião, o presidente da CNA e a embaixadora debateram o que precisa ser feito para que essa medida seja revertida o mais rápido possível. As discussões técnicas entre as autoridades sanitárias da União Europeia e do Brasil continuam acontecendo e devem acelerar nos próximos dias”, destacou.

A expectativa da CNA é de que todos os esclarecimentos exigidos pelo bloco europeu sejam apresentados pelo Brasil para evitar impactos nas exportações agropecuárias brasileiras a partir de setembro.

“A expectativa da CNA é que todos os esclarecimentos exigidos pelo bloco europeu sejam prestados pelo Brasil para garantir que não haja interrupção nas exportações agropecuárias a partir de setembro. Na reunião, tanto o presidente da CNA quanto a embaixadora reafirmaram a disposição de manter o diálogo construtivo e atuar de forma conjunta, com vistas a assegurar a previsibilidade e preservar as relações comerciais”, concluiu Sueme Mori.



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