O Rio Grande do Sul registrou dois casos de contaminação por hantavírus, até esta segunda-feira (11), ambos na zona rural do estado. Segundo o governo do estado, um ocorreu em Antônio Prado e o outro, que levou a pessoa a óbito, em Paulo Bento.

O governo, no entanto, reforçou que os casos não possuem relação com o surto de hantavirose identificado em um cruzeiro que saía da Argentina com destino a Cabo Verde no início de abril.

Histórico da doença no RS

O estado registrou, em 2022, o maior número de casos da doença — com nove pessoas contaminadas. Já no ano passado, o Rio Grande do Sul teve oito vítimas com hantavirose. Veja registros em outros anos:

  • 2025: 8 casos;
  • 2024: 7 casos;
  • 2023: 6 casos;
  • 2022: 9 casos;
  • 2021: 3 casos;
  • 2020: 1 casos.

O que é hantavirose?

A hantavirose é uma doença transmitida por meio de urina, saliva, fezes ou pela própria mordida de roedores silvestres contaminados pelo hantavírus. Além disso, pessoas infectadas também são vetores da doença.

O vírus pode provocar uma síndrome cardiopulmonar no caso do Brasil, com sintomas iniciais de febre, dor muscular, dor de cabeça, dor lombar e náusea, podendo evoluir para falta de ar, taquicardia, tosse seca, hipotensão e choque circulatório.

Vale lembrar que ratos urbanos, como ratazana e camundongo, não transmitem a doença aqui no Brasil.

Cuidados e prevenções

Principalmente quem está exposto a atividades agrícolas ou domésticas deve se preocupar com a limpeza de galpões, trilhas, colheitas e pescarias, locais onde os roedores podem aparecer e deixar dejetos infectados.

Na limpeza de locais fechados ou abandonados, é indicado utilizar máscara, luvas e produtos desinfetantes, evitando varrer ou levantar poeira, o que pode facilitar a inalação de partículas contaminadas.

Leia também: Hantavírus no Brasil: entenda se há riscos de uma nova pandemia

Hantavírus no Brasil

O Paraná confirmou dois casos de hantavírus na sexta-feira (8), segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Um dos pacientes é da cidade Pérola D’Oeste, próxima à fronteira com a Argentina, e o outro de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

Além disso, mais 11 casos estão sendo investigados e outros 21 foram descartados. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, a doença está sob controle no Paraná e a rede pública seguirá acompanhando e monitorando os casos suspeitos.

Minas Gerais também confirmou a primeira morte pela doença no domingo (10). A vítima era um homem, de 46 anos, morador do município de Carmo do Paranaíba (MG).

O alerta ocorre após a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgar casos e mortes por hantavirose registrados em um navio de cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde.

Tanto a morte registrada em Minas Gerais como os casos confirmados no Paraná não possuem relação com as contaminações pelo vírus no navio de cruzeiro MV Hondius.

Relembre o surto de hantavírus no cruzeiro argentino

A identificação da doença no cruzeiro Hondius foi confirmada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) na terça-feira (5). Ao que indicam as investigações, a transmissão aconteceu de pessoa para pessoa a bordo do navio.

A embarcação, operada pela empresa de turismo Oceanwide Expeditions, partiu de Ushuaia, na Argentina, no mês passado, em uma viagem pelo Oceano Atlântico, com paradas em algumas das ilhas mais remotas do mundo.

A identificação da doença no cruzeiro Hondius foi confirmada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta terça-feira (5). Ao que indicam as investigações, a transmissão aconteceu de pessoa para pessoa a bordo do navio.

A embarcação, operada pela empresa de turismo Oceanwide Expeditions, partiu de Ushuaia, na Argentina, no mês passado, em uma viagem pelo Oceano Atlântico, com paradas em algumas das ilhas mais remotas do mundo.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo



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