
A Petrobras deve entregar um retorno em dividendos entre 8% e 9% aos acionistas ao longo de 2026, segundo analistas do BTG Pactual e do Banco Safra em relatórios enviados à imprensa nesta terça-feira, 12. A projeção de dividendos abaixo de dois dígitos veio após a estatal anunciar uma distribuição menor do que a esperada pelo mercado.
A companhia informou o pagamento de 9 bilhões de reais em dividendos, enquanto a média das estimativas de analistas consultados por VEJA apontava para 12 bilhões de reais.
Os analistas do Safra projetavam um fluxo de caixa livre — montante que pode ser destinado ao pagamento de dividendos — de 6 bilhões de dólares no primeiro trimestre de 2026. No entanto, o resultado ficou abaixo do esperado pelo banco, em 3,9 bilhões de dólares.
“O resultado da Petrobras abaixo do esperado pode gerar uma reação negativa do mercado no curto prazo, mas acreditamos que os fundamentos seguem sólidos, com os benefícios de preço e volume devendo aparecer no segundo trimestre de 2026”, afirmam os analistas do Safra, que estimam um rendimento em dividendos da Petrobras de 8% para 2026 e de 7,8% para 2027.
Para o BTG Pactual, a estatal deve pagar dividendos equivalentes a 9% ao ano do valor de suas ações em 2026 e 2027. Os analistas também destacam que o desempenho financeiro do primeiro trimestre ficou abaixo das expectativas da instituição e do mercado, mas avaliam que o segundo trimestre deverá apresentar resultados melhores.
“A partir do momento em que a Petrobras capturar integralmente os preços mais altos do petróleo, o balanço da companhia deve ganhar força”, explicam os analistas do BTG. Veja mais detalhes sobre o balanço da Petrobras e os fatores que pressionaram os resultados da companhia no trimestre nesta reportagem.