
A agenda do presidente americano Donald Trump na China será entre quarta-feira, 13, e sexta-feira, 15. É o primeiro encontro entre Xi Jinping e Trump em 6 meses. A última vez que eles conversaram foi na Coreia do Sul no ano passado. Em entrevista ao Programa Mercado, de VEJA+, Especialista em investimentos e sócio fundador da GT Capital, Marcos Labarthe avalia que a China pode ter papel decisivo para reduzir a tensão no Oriente Médio, especialmente pela relação econômica construída com o Irã. “Bom, na minha visão, a China, ela poderia terminar o conflito se ela assim quisesse”, afirmou. Segundo ele, Pequim atua de forma estratégica ao comprar petróleo iraniano e russo com desconto, ampliando sua influência sobre os dois países em meio às sanções e disputas internacionais.
Na avaliação de Labarthe, o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping terá um peso muito além da relação comercial entre as duas potências. “Com certeza a visita de Trump, ela é estratégica. Com certeza esse assunto vai ser abordado”, destacou. Para ele, o presidente americano deve tentar usar a força diplomática e econômica da China para pressionar o regime iraniano e buscar um arrefecimento do conflito.
O especialista acredita que a saída mais viável passa menos pelo confronto militar e mais pela pressão econômica e política. “A China, ela com absoluta certeza ela tem possibilidade de acabar com esse conflito de uma maneira econômica, sensibilizando o regime iraniano”, afirmou. Labarthe também vê espaço para uma negociação inicial caso Pequim aceite atuar como mediadora. Segundo ele, a entrada chinesa poderia abrir caminho para um diálogo sobre as questões nuclear e atômica, criando uma primeira ponte para reduzir as tensões internacionais.