O Ministério Público pediu que o TCU (Tribunal de Contas da União) acompanhe e fiscalize as medidas do governo federal relacionadas à exploração de terras raras e minerais críticos no Brasil.

A representação foi apresentada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado e solicita que o tribunal atue preventivamente no monitoramento de futuras licitações e projetos ligados à prospecção e exploração mineral.

No documento, o Ministério Público argumenta que o tema ganhou relevância estratégica diante da disputa internacional por minerais usados em baterias, semicondutores, equipamentos eletrônicos e tecnologias de defesa.

A peça menciona diretamente o interesse dos Estados Unidos nos chamados minerais críticos brasileiros e cita a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos EUA, Donald Trump. Na ocasião, o governo brasileiro apresentou o novo marco legal das terras raras aprovado pela Câmara dos Deputados.

O Ministério Público pede que o TCU acompanhe as medidas adotadas pela administração federal para evitar problemas relacionados a governança, burocracia, conflitos regulatórios, impactos ambientais e influência estrangeira sobre ativos considerados estratégicos.

O documento cita ainda a situação da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, onde o governo estadual revisa regras ambientais para permitir a ampliação de projetos minerários na região.

Outro ponto abordado na representação são as críticas de ambientalistas, que veem as mudanças na legislação sobre o tema como uma ameaça à preservação ambiental e à biodiversidade da área protegida.



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