Responsável por projetar filmes, artisitas e diretores no cenário internacional, a edição de 2026 do Festival de Cannes começa nesta terça-feira (12) na Riviera Francesa, reunindo artistas e profissionais da indústria cinematográfica do mundo inteiro. O evento ocorre até o dia 23 de maio, quando o grande vencedor da Palma de Ouro será revelado.

Este ano, 22 filmes estão na disputa pelo prêmio máximo. A seleção conta com 15 títulos europeus, 5 asiáticos e 2 norte-americanos. A escolha de premiação é de responsabilidade do júri presidido por Park Chan-Wook e composto por Demi Moore, Ruth Negga, Laura Wandel, Diego Céspedes, Isaach de Bankolé, Paul Laverty, Chloé Zhao e Stellan Skarsgård.

Quais as apostas do Festival de Cannes 2026?

Entre os destaques da lista da 78ª edição, aparecem diretores já “carimbados” e populares,  como o espanhol Pedro Almodóvar, com “Amarga Navidad”; o norte-americano James Gray, com “Paper Tiger”; os japoneses Hirokazu Kore-eda, com “Sheep in the Box”, e Ryusuke Hamaguchi, com “All of Sudden”; e o iraniano Asghar Farhadi, com “Parallel Tales”.

Filmes com estrelas de cinema conhecidas pelo grande público também chamam atenção, como Rami Malek em “The Man I Love”, de Ira Sachs; Sebastian Stan e Renata Reinsve, em “Fjord”, de Cristian Mungiu’; Sandra Hüller, em “Fatheralnd”, de Paweł Pawlikowski; e Javier Bardem, em “The Beloved”, de Rodrigo Sorogoyen.

O filme de abertura será “The Electric Kiss”, do cineasta francês Pierre Salvadori. Outros destaques fora da competição são “John Lennon: “The Last Interview,” de Steven Soderberg; “Diamond”, de Andy Garcia; e “Propeller One-Way Night Coach”, que marca a estreia de John Travolta na direção.

Qual a importância do Festival de Cannes?

A partir deste ano, o vencedor da Palma de Ouro será elegível ao Oscar de Melhor Filme Internacional — sem precisar ser escolhido pelo país de origem como representante para tentar a vaga. Além disso, historicamente, o festival dita tendências e dá status às produções, dando o pontapé inicial da projeção ao sucesso, como foram os casos recentes: “Parasita” (2019), “Anatomia de uma Queda” (2023) e “Anora (2024).

Além da competição pelo prêmio máximo, o Festival de Cannes conta com mostras paralelas, aulas, homenagens e exposições. O festival reúne profissionais do setor, entre eles produtores, compradores, distribuidores e diretores, e pode servir como um encontro de negócios entre eles, servindo como um local de compra, vendas e investimentos. Para jornalistas e críticos de cinema, é a oportunidade de ver em primeira mão filmes que podem bombar ao longo do ano.

Cannes tem uma regra de exclusividade, então todos os filmes exibidos são inéditos nas telonas — não tendo passado por nenhum outro festival ou nos cinemas.

Veja a Seleção Oficial do Festival de Cannes 2026

Em Competição

  • “Paper Tiger”, de James Gray
  • “Minotaur”, de Andrey Zvyagintsev
  • “The Beloved”, de Rodrigo Sorogoyen
  • “The Man I Love” de Ira Sachs
  • “Fatherland”, de Paweł Pawlikowski
  • “Moulin”, de Laszlo Nemes
  • “Histoire de la nuit”, de Léa Mysius
  • “Fjord”, de Cristian Mungiu
  • “Notre salut”, de Emmanuel Marre
  • “Gentle Monster”, de Marie Kreutzer
  • “Nagi Notes”, de Koji Fukada
  • “Hope”, de Na Hong-Jin
  • “Sheep in the Box”, de Hirokazu Kore-eda
  • “Garance,” Jeanne Herry
  • “The Unknown”, de Arthur Harrari
  • “All of a Sudden”, de Ryusuke Hamaguchi
  • “The Dreamed Adventure”, de Valeska Grisebach
  • “Coward”, de Lukas Dhont
  • “La Bola Negra”, de Javier Ambrossi e Javier Calvo
  • “A Woman’s Life”, de Charline Bourgeois-Taquet
  • “Parallel Tales”, de Asghar Farhadi
  • “Amarga Navidad”, de Pedro Almodóvar

Un Certain Regard

  • “La más dulce”, de Laïla Marrakchi
  • “Club Kid”, de Jordan Firstman
  • “Everytime”, de Sandra Wollner
  • “I’ll Be Gone in June”, de Katharina Rivilis
  • “Yesterday the Eye Didn’t Sleep”, de Rakan Mayasi
  • “The Meltdown”, de Manuela Martelli
  • “Elefantes na Névoa”, de Abinash Bikram Shah (coprodução brasileira)
  • “Iron Boy”, de Louis Clichy
  • “Ben’imana”, de Marie-Clémentine Dusabejamo
  • “Congo Boy”, de Rafiki Fariala
  • “Ula”, de Viestrur Kairiss
  • “Siempre Soy Tu Animal Materno”, de Valentina Maurel
  • “Words of Love”, de Rudi Rosenberg
  • “All The Lovers in the Night”, de Sode Yukiko
  • “Memorie de Fille”, de Judith Godrèch
  • “Teenage Sex and Death At Camp Miasma”, de Jane Schoenburn
  • “Titanic Ocean”, de Kostantina Kotzamani
  • “Ulysse”, de Laetitia Masson
  • “Ula”, de Viesturs Kairišs
  • “Victorian Psucho”, de Zachary Wigon

Fora da Competição

  • “Her Private Hell”, de Nicolas Winding Refn
  • “Diamond”, de Andy Garcia
  • “Karma”, de Guillaume Canet
  • “Objet du deli”, de Agnes Jaoui
  • “De Gaulle: L’Age de Fer”, de Antonin Baudry

Exibições especiais

  • “John Lennon: The Last Interview”, de Steven Soderbergh
  • “Avedon”, de Ron Howard
  • “Les Survivants du Che”, de Christophe Réveille
  • “Les Matins Merveilleux”, de Avril Besson

Cannes Premiere

  • “Propeller One-Way Night Coach”, de John Travolta
  • “Kokurojo: The Samurai and the Prisoner”, de Kiyoshi Kurosawa



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