A Copa do Mundo é palco de grandes histórias, atletas de ponta e equipes fortes. Mesmo aqueles times que não chegam ao tão sonhado título do torneio podem ser lembrados tanto quanto aqueles que levantaram a taça. O Brasil de 1982 e a Holanda de 1974 são grandes exemplos de elencos fortes, que entraram como favoritos, mas não levaram o troféu para casa.
Relembre as favoritas que ficaram pelo caminho na Copa
Hungria, 1954
Apesar de não frequentar a Copa do Mundo desde 1986, a seleção da Hungria já foi uma das mais fortes do continente europeu. Em 1954, na Suíça, o time liderado por Ferenc Puskás revolucionou o futebol com o esquema tático em que a equipe se posicionava em campo no formato das letras W e M.
A Hungria chegou à decisão da Copa do Mundo de 1954 ao deixar Turquia e Coreia do Sul para trás na fase de grupos e superar Brasil e Uruguai no mata-mata. No entanto, o time húngaro não foi páreo para o poderio da Alemanha Ocidental e perdeu por 3 x 2 na final, em Berna.
Portugal, 1966
Com uma base de jogadores formada por atletas de Sporting e Benfica, Portugal chegou ao Mundial de 1966, na Inglaterra, como uma das favoritas ao título. Dirigido pelo brasileiro Otto Glória, o time tinha uma estrela que fazia a diferença: Eusébio, o Pantera Negra.
Na fase de grupos, os portugueses despacharam Bulgária e Brasil, que defendia o título da Copa do Mundo do ano anterior. No mata-mata, os lusos venceram a Coreia do Norte, mas sucumbiram para a Inglaterra, que seria campeã daquela edição.
Na disputa pelo terceiro lugar, Portugal derrotou a União Soviética por 2 x 1 e cravou na história a melhor campanha do país no torneio. Eusébio foi o artilheiro da competição com nove gols.
Holanda, 1974
A seleção da Holanda é a única das consideradas grandes no cenário mundial que nunca conquistou uma Copa do Mundo. Contudo, o país esteve perto da glória em 1974 com o craque Johan Cruyff.
Lenda do futebol, Cruyff era o nome central do “Carrossel Holandês”, tática em que os atletas não guardavam posição. A equipe ainda tinha outros jogadores renomados, como Johan Neeskens e Rob Rensenbrink.
Naquela Copa do Mundo, a Laranja Mecânica superou Suécia, Bulgária, Uruguai, Brasil, Argentina e Alemanha Oriental para chegar à final contra a Alemanha Ocidental. Contudo, os holandeses foram parados por Gerd Muller e Paul Breitner, e ficaram com o vice-campeonato.
Johan Cruyff não conseguiu levar a seleção holandesa ao tão sonhado título de Copa do Mundo, mas foi eleito o craque da competição.
Brasil, 1982
Lembrada até os dias de hoje pelo jogo bonito e pela quantidade de craques em campo, a Seleção Brasileira chegou à Copa do Mundo de 1982 como grande favorita para o título. Na prática, as coisas não aconteceram como o esperado.
Com Zico como maestro e outros grandes nomes como Sócrates, Júnior, Cerezo, Éder Aleixo e Paulo Roberto Falcão, o Brasil derrotou União Soviética, Escócia e Nova Zelândia. Na segunda fase, superou a Argentina, mas caiu para a Itália por 3 x 0, naquela que ficou conhecida como “Tragédia do Sarriá”.




