
O chairman e senior partner do BTG Pactual, André Esteves, defendeu nesta terça-feira, 12, o ajuste fiscal no Brasil como caminho para reduzir os juros e estimular o crescimento econômico.
Durante participação no Fórum VEJA Brazil Insights Nova York, Esteves também rebateu a ideia de que bancos se beneficiam de juros elevados. Segundo ele, taxas na casa dos 15% aumentam a inadimplência e colocam empresas em dificuldade financeira. “O juro ideal para o nosso negócio está entre 7% e 9%. O cenário atual é péssimo”, afirmou.
O executivo ainda disse que o Brasil atravessa um momento mais estável do que em crises anteriores e comparou a situação atual ao período pós-impeachment de Dilma Rousseff. “Quando [Michel] Temer assumiu havia uma enorme desorganização econômica. Hoje está tudo comportado. Está muito mais fácil avançar nessa agenda”, declarou.
O banqueiro também fez uma defesa enfática das instituições brasileiras e da descentralização de poder entre Executivo, Congresso e Judiciário. Para ele, um Congresso mais independente e um Supremo Tribunal Federal mais atuante ajudaram a evitar crises institucionais mais profundas no país. “O Brasil não virou Venezuela nem passou pelos percalços da Argentina por causa da nossa capacidade institucional de defesa”, afirmou. Segundo Esteves, eventuais excessos cometidos por instituições fazem parte da democracia e podem ser corrigidos pelos mecanismos de controle e pela imprensa livre.