O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 11, que a resposta do Irã à proposta de paz dos EUA é “estúpida” e “um lixo”. O republicano, que disse não ter terminado de ler o documento, também advertiu que o cessar-fogo, implementado em 8 de abril, está “incrivelmente frágil”.

“Eu diria que o cessar-fogo está em estado crítico, como se o médico entrasse e dissesse: ‘Senhor, seu ente querido tem aproximadamente 1% de chance de sobreviver’”, alertou.

O mandatário da Casa Branca reiterou que o plano americano é o melhor “de todos os tempos” porque estabelece que “o Irã não pode ter uma arma nuclear e não terá uma arma nuclear”, acrescentando: “Se eles tivessem isso, o Oriente Médio teria acabado. Israel teria acabado. E provavelmente a Europa seria a próxima a ser atingida. Estamos prestando um serviço ao mundo.”

Trump, no entanto, indicou que uma saída diplomática ainda é “muito possível” e ponderou que “há moderados e há lunáticos” no Irã, como também há nos Estados Unidos, segundo ele. Além disso, o líder americano afirmou que a liderança do regime iraniano é composta por “pessoas muito desonestas” que “mudaram de ideia”. 

“E depois eles voltam querendo negociar, e nos apresentam uma proposta estúpida, que ninguém aceitaria — embora (Barack) Obama teria aceitado, (Joe) Biden teria aceitado”, continuou Trump, em crítica aos democratas.

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Sem paz

No domingo 10, o Irã enviou uma resposta com demandas aos EUA. Segundo o jornal americano The Wall Street Journal, Teerã propôs o fim da guerra em todas as frentes no Oriente Médio — o que inclui o Líbano, alvo de ataques recentes de Israel contra a milícia Hezbollah — e o envio de urânio enriquecido, usado na produção de armas nucleares, para a um terceiro país. Em caso de violação dos termos pelo governo americano, o componente crítico teria de ser devolvido. O Irã também rejeitou desmantelar instalações nucleares.

“Não exigimos nenhuma concessão. Exigimos apenas os direitos legítimos do Irã”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, em entrevista coletiva nesta segunda.

Baghaei informou que as exigências incluíam o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz — rota vital para o comércio internacional de petróleo bloqueada pelos iranianos desde o início da guerra, em 28 de fevereiro — e a “liberação dos ativos pertencentes ao povo iraniano, que há anos permanecem injustamente bloqueados em bancos estrangeiros”.

“Nosso pedido é legítimo: exigir o fim da guerra, o levantamento do bloqueio e da pirataria (dos EUA no canal) e a liberação dos ativos iranianos que foram injustamente congelados em bancos devido à pressão americana”, afirmou ele, criticando o que chamou de exigências “irracionais e unilaterais” dos EUA.



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