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Autoridades dos Estados Unidos e da França confirmaram que um cidadão americano e uma mulher francesa testaram positivo para hantavírus após o cruzeiro MV Hondius ter chegado às Ilhas Canárias, na Espanha, no domingo 10, com mais de 90 passageiros a bordo após um surto da doença na embarcação.

A ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist, disse nesta segunda-feira, 11, que uma mulher entre os cinco franceses repatriados do navio teve teste positivo para hantavírus e está em estado grave. A passageira está sendo tratada em uma unidade especializada em doenças infecciosas de um hospital em Paris.

O Palácio do Eliseu informou ainda que 22 pessoas que tiveram contato com passageiros contaminados pelo vírus foram colocadas em isolamento. Entre elas estão passageiros que compartilharam voos entre Santa Helena, Joanesburgo e Ams.

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“O que é fundamental é agir no ⁠início e quebrando ⁠as cadeias de transmissão de vírus”, disse Rist à rádio France Inter, citando o “decreto ⁠que saiu hoje que nos permitirá ⁠fortalecer as medidas de isolamento para ⁠casos de contato e proteger a população”.

Enquanto isso, o homem americano diagnosticado com o vírus está assintomático e desembarcou em Nebraska junto com outros 16 nesta segunda, onde passará por avaliação em uma unidade de quarentena altamente especializada, segundo as autoridades locais.

Operações de repatriação

A operação de desembarque dos cerca de 150 passageiros do cruzeiro MV Hondius teve início neste domingo, horas depois de sua chegada ao porto de Granadilla, na ilha espanhola de Tenerife, em uma operação de evacuação para seus países que será concluída na segunda-feira.

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Mais de 100 pessoas de 23 nacionalidades devem ser retiradas da embarcação em menos de 48 horas, em uma ação descrita pelas autoridades espanholas como “complexa” e “sem precedentes”.

Os passageiros, vestidos com trajes de proteção azuis, iam descendo em pequenos grupos do cruzeiro, que partiu em 1º de abril da Argentina antes de sofrer o surto de hantavírus que matou três de seus passageiros, e eram levados até o pequeno porto em lanchas, segundo a agência de notícias AFP. O governo espanhol insistiu que a operação conta com “todas as garantias de saúde pública”.

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, havia sido enfático na véspera: “Preciso que me escutem com clareza: isto não é outra covid. O risco atual para a saúde pública derivado do hantavírus continua sendo baixo”.



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