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A Justiça norueguesa anunciará em 15 de junho o veredicto no caso do filho da princesa herdeira, Marius Borg Hoiby, acusado de estuprar quatro mulheres e de atos de violência contra ex-parceiras, anunciou nesta segunda-feira, 11, o tribunal de Oslo.

Filho de uma relação anterior ao casamento de sua mãe, Mette-Marit, com o príncipe herdeiro Haakon, Hoiby respondeu por 40 acusações durante o julgamento que aconteceu no início do ano.

O Ministério Público pediu uma pena de sete anos e sete meses de prisão para o réu de 29 anos, que não é formalmente membro da família real norueguesa.

Os supostos estupros teriam sido cometidos após noites de festa, durante as quais Hoiby havia consumido álcool e entorpecentes, e após relações sexuais consentidas com as supostas vítimas. A questão central para os juízes será determinar se alguns atos sexuais aconteceram enquanto as mulheres estavam dormindo e, portanto, não estavam em condições de lutar contra as agressões.

Hoiby se declarou culpado de alguns delitos menores, em particular o transporte de 3,5 quilos de maconha, atentados contra a integridade física e ameaças, mas negou os crimes de estupro. A defesa pediu uma pena de um ano e meio de prisão por esses fatos.

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Caso os juízes declarem o réu culpado de todas as acusações, a pena não deverá ultrapassar “cinco ou seis anos” de prisão, segundo seus advogados.

O caso

As investigações tiveram início em agosto de 2024, após ele ser preso por agredir a namorada na noite anterior. Os quatro estupros pelos quais é processado teriam acontecido em 2018, 2023 e 2024. Após confiscar telefones e computadores, a polícia encontrou filmes e vídeos que documentavam os supostos crimes pelos quais foi acusado.

As quatro supostas vítimas de agressão sexual não perceberam que haviam sido estupradas — segundo a acusação — até mais tarde, quando a polícia lhes mostrou as imagens e explicou sua natureza potencialmente criminosa.

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Hoiby se declarou inocente das acusações de estupro, mas anteriormente admitiu culpa por agressão e vandalismo no incidente com sua ex-namorada. Segundo ele, suas ações foram resultado da “influência de álcool e cocaína após uma discussão”, tendo sofrido “problemas de saúde mental” e lutado “por um longo tempo contra o abuso de substâncias”.

O advogado de defesa Petar Sekulic declarou, quando seu cliente foi denunciado, que ele “nega todas as acusações de abuso sexual, bem como a maioria das acusações relacionadas à violência”.

Mancha para a monarquia

Marius Borg Hoiby é filho da princesa Mette-Marit — esposa de Haakon, primeiro na linha de sucessão ao trono da Noruega — de um relacionamento anterior com Morten Borg. O menino foi criado ao lado da princesa Ingrid Alexandra, 21 anos, e do príncipe Sverre Magnus, 19, seus meio-irmãos. Mas, ao contrário deles, não tem funções públicas oficiais e está fora da linha de sucessão real do país.

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Apesar das tentativas de Mette-Marit de protegê-lo dos holofotes, ele tem feito manchetes ao longo dos anos. Segundo a mídia norueguesa, o royal, um loiro alto e robusto que cultiva um visual “bad boy” com cabelo penteado para trás, brincos, anéis e tatuagens, mantinha em sua companhia membros de gangues e da máfia albanesa de Oslo.

Na época das primeiras acusações de estupro, o príncipe Haakon disse à emissora pública da Noruega, a NRK, que a situação está afetando todos ao redor do jovem. “Essas são acusações sérias que Marius está enfrentando agora. Hoje, é claro que estamos pensando em todos os afetados”, disse ele, acrescentando que a polícia e o sistema judicial devem ter espaço para fazer seu trabalho.

Em uma rara declaração, o futuro rei norueguês anunciou perto do início do julgamento que ele e a esposa não compareceriam ao tribunal e que a Casa Real não faria comentários durante o processo. Ele ressaltou que Hoiby não faz parte da Casa Real e que, como cidadão norueguês, tem os mesmos deveres e direitos que qualquer outra pessoa. Disse ainda confiar que todos os envolvidos conduzirão o julgamento da forma mais ordeira, correta e justa possível.



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