Um funcionário do Brado, restaurante onde ocorreu uma confusão envolvendo Ed Motta, deu novos detalhes sobre o caso em entrevista ao Fantástico, exibido neste domingo (10/5). Segundo ele, o artista e amigos teriam feito ofensas e comentários preconceituosos durante o episódio.
“Eles disseram: ‘Vou embora antes que eu faça alguma coisa com esse paraíba, nunca mais eu volto aqui”, contou. O termo “paraíba”, quando utilizado de forma pejorativa para se referir a nordestinos, é considerado xenofóbico e associado ao preconceito regional.
De acordo com o relato, após a saída de Ed Motta do restaurante, os amigos do cantor continuaram a discussão e chegaram a arremessar uma garrafa de vinho em direção a outra pessoa. Em seguida, ainda segundo testemunhas, o grupo teria pedido um espumante “como se nada tivesse acontecido”.
Sobre a confusão
A confusão aconteceu na madrugada de 2 de maio, no Rio de Janeiro, e teria começado após um desentendimento envolvendo a chamada taxa de rolha — cobrança aplicada a clientes que levam suas próprias garrafas de vinho ao estabelecimento.
Segundo informações do caso, o grupo já havia quitado uma conta superior a R$ 7 mil quando Ed Motta passou a questionar a cobrança de R$ 100 por garrafa referente à taxa.
Após a saída do cantor, amigos dele teriam iniciado uma discussão com clientes de outra mesa. Um dos envolvidos, identificado como Diogo Coutinho do Couto, avançou contra um dos homens presentes no local. Já Nicholas Guedes Coppi, outro integrante do grupo, teria arremessado uma garrafa contra a vítima.
Imagens das câmeras de segurança também registraram o momento em que Ed Motta lança uma cadeira durante a confusão. À polícia, um dos clientes agredidos afirmou ter precisado levar sete pontos na cabeça.
Em entrevista ao jornal O Globo, o cantor negou ter atacado funcionários do restaurante e afirmou que “a história não está bem contada”.
“Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais. Não foi jogado nada em direção a ninguém. As câmeras de segurança podem provar isso”, declarou.




