O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs nesta segunda-feira, 11, novas sanções a três pessoas e nove empresas por facilitarem o envio de petróleo do Irã à China. A decisão ocorre às vésperas de uma reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o seu homólogo chinês, Xi Jinping

Entre as empresas sancionadas, estão quatro sediadas em Hong Kong e outras quatro nos Emirados Árabes Unidos. São elas: Hong Kong Blue Ocean Ltd, Hong Kong Sanmu Ltd, Ocean Allianz Shipping LLC, Atic Energy FZE,  Zeus Logistics, Jiandi HK Ltd, Max Honor International Trade Co Ltd, Blanca LLC e Universal Fortune Trading LLC. 

As designações do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) miram indivíduos e entidades que teriam ajudado a Guarda Revolucionária Islâmica a vender e enviar petróleo iraniano para a China através de empresas de fachada. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, prometeu intensificar a pressão para estrangular o financiamento para armas e o programa nuclear de Teerã.

“O Departamento do Tesouro continuará a cortar o acesso do regime iraniano às redes financeiras que ele utiliza para realizar atos terroristas e desestabilizar a economia global”, disse ele.

Na semana passada, os Estados Unidos impuseram sanções a diversas empresas sediadas na China, alegando que elas forneceram “imagens de satélite para viabilizar os ataques do Irã contra as forças americanas no Oriente Médio” e possibilitaram “os esforços das forças armadas iranianas para garantir armas, bem como matérias-primas com aplicações nos programas de mísseis balísticos e veículos aéreos não tripulados (drones) do Irã”.

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+ Trump visitará China nesta quarta-feira e deve pressionar Xi sobre guerra no Irã

Reunião Xi-Trump

Trata-se da primeira visita de um presidente dos Estados Unidos ao país asiático desde 2017, quando o republicano estava em seu primeiro mandato. De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exterior da China, Guo Jiakun, Pequim tentará promover “mais estabilidade” nas relações internacionais durante a viagem do americano.

“A China tem a intenção de trabalhar com os Estados Unidos em pé de igualdade, em um espírito de respeito e preocupação com o interesse mútuo, com o objetivo de desenvolver a cooperação, administrar as diferenças e proporcionar mais estabilidade e certeza a um mundo instável e interdependente”, declarou Guo. “A diplomacia no mais alto nível desempenha um papel estratégico e orientador insubstituível nas relações entre China e Estados Unidos”, acrescentou.

O comércio, as tarifas e a inteligência artificial também estarão na agenda da visita. Também há expectativa de que Trump e Xi discutam temas ainda mais espinhosos, como Taiwan, a ilha de autogoverno democrático que a China considera parte de seu território.

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Trump também pressionará Xi a respeito do Irã, de acordo com funcionários do governo ouvidos pela agência de notícias AFP, enquanto o republicano tenta costurar um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio em seus próprios termos.

“Eu esperaria que o presidente exercesse pressão”, disse um funcionário de alto escalão em uma chamada com jornalistas, sob condição de anonimato. A autoridade apontou que Trump abordou com Xi, em “múltiplas ocasiões”, a questão das receitas que a China gera para o Irã e a Rússia através da venda de petróleo, bem como a venda de bens de dupla utilização (militar e civil).

 



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