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Uma nova pesquisa do Instituto Datafolha vai começar a ser realizada nesta terça-feira, 12, e será divulgada a partir desta sexta, 15. O levantamento será realizado com 2.004 entrevistados em todo o país e a margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais.

A pesquisa, encomendada pela Folha da Manhã, vai medir não apenas os cenários da corrida presidencial de 2026, mas também a avaliação do governo Lula, a percepção sobre Congresso e Supremo Tribunal Federal, a imagem dos possíveis candidatos e temas econômicos ligados ao endividamento das famílias.

Lula x Flávio: 6 sinais que as pesquisas já indicam sobre duelo

Essa será a terceira pesquisa do Datafolha de abrangência nacional em 2026. Na última, divulgada no dia 11 de abril, o presidente Lula (PT) aparecia empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das eleições presidenciais. Lula estava com 45% das intenções de voto, enquanto Flávio estava com 46%.

Perguntas realizadas na nova pesquisa Datafolha:

  • Cenários da corrida presidencial de 2026

A pesquisa concentra em um mesmo bloco as perguntas diretamente ligadas à disputa pelo Palácio do Planalto. O levantamento testa cenários estimulados de primeiro turno com nomes como Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Aldo Rebelo, Augusto Cury, Cabo Daciolo, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Samara Martins e Ciro Gomes.

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Ainda dentro desse eixo eleitoral, o Datafolha pergunta em quais possíveis candidatos o eleitor não votaria de jeito nenhum no primeiro turno. A lista de rejeição inclui os mesmos nomes testados na disputa presidencial, além das opções para quem diz que votaria em qualquer um, não rejeita nenhum, rejeita todos ou não sabe responder.

O levantamento também simula confrontos de segundo turno. Os cenários testados são Lula contra Flávio Bolsonaro, Lula contra Ronaldo Caiado e Lula contra Romeu Zema.

Outro ponto do bloco presidencial é a imagem dos possíveis candidatos. Os entrevistados devem apontar qual presidenciável consideram mais democrático, mais experiente, mais preparado para ser presidente, mais corrupto, mais radical, mais autoritário, mais inteligente, mais moderno e inovador, mais próximo do povo brasileiro, mais defensor dos direitos das mulheres, mais preparado para combater a violência, mais capaz de falar a língua dos jovens e aquele que mais demonstra ter “Deus no coração”.

Por fim, a pesquisa também pergunta sobre o comportamento eleitoral em 2022. O questionário inclui ainda escalas de identificação política: uma que vai de bolsonarista a petista e outra que posiciona o eleitor entre esquerda e direita.

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  • Avaliação do governo Lula

O Datafolha pergunta como os entrevistados avaliam o governo Lula após três anos e quatro meses de mandato, em uma escala que vai de ótimo a péssimo.

  • Áreas do governo e prioridades

O questionário pergunta em qual área o governo Lula se saiu melhor até agora, em qual se saiu pior e qual deveria ser a prioridade do presidente eleito em outubro. Entre os temas apresentados estão saúde, educação, economia, habitação, combate à fome e à miséria, combate ao desemprego, combate à corrupção, ciência e tecnologia, direitos humanos, relações exteriores, cultura, meio ambiente e mudanças climáticas, segurança pública, igualdade racial e povos indígenas.

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  • Congresso, STF e relação institucional

O levantamento mede a avaliação dos entrevistados sobre o desempenho dos senadores e deputados federais atualmente no Congresso e sobre o trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal. As respostas seguem a escala de ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo.

  • Rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF

A pesquisa inclui um bloco sobre a rejeição, pelo Senado, da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Os entrevistados serão questionados se tomaram conhecimento do episódio, o quanto estão informados sobre o tema e se a derrota deixou o governo Lula mais forte, mais fraco ou se não interferiu na força do governo.

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  • Critérios para escolha de ministros do Supremo

O levantamento mede quais características os eleitores consideram importantes na escolha de um ministro do STF. Entre os critérios estão ser mulher, ser negro, ser religioso, ter independência em relação a políticos e partidos, ter ótimo conhecimento jurídico, contar com apoio dos atuais ministros do Supremo, ter afinidade política com deputados e senadores e demonstrar lealdade ao presidente que fez a indicação.

  • Programa Desenrola 2 e endividamento

Na área econômica, a pesquisa pergunta se os entrevistados tomaram conhecimento do Desenrola 2, programa lançado pelo governo federal para renegociação de dívidas. Quem soube do programa deve indicar se está bem informado, mais ou menos informado ou mal informado sobre o tema.

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O Datafolha também pergunta se o entrevistado tem dívidas atualmente, considerando empréstimos com bancos e financeiras, cartão de crédito, cheque especial e financiamentos. Para quem responder que sim, há uma pergunta adicional sobre se alguma dessas dívidas está com o pagamento em atraso.

Por fim, o questionário mede se o programa de renegociação de dívidas deve beneficiar muito, pouco ou nada o próprio entrevistado, familiares que moram com ele e a economia brasileira.



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