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A divulgação de uma nova rodada da pesquisa Genial/Quaest nesta semana recoloca no centro do debate o estado atual da corrida presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Às vésperas do novo levantamento, os números mais recentes de AtlasIntel, Real Time Big Data e Meio/Ideia consolidam um cenário de forte polarização e disputa apertada entre os dois principais polos da eleição de 2026.
Embora Lula siga liderando a maioria dos cenários de primeiro turno, os confrontos diretos de segundo turno mostram empate técnico persistente — e, em alguns casos, vantagem numérica para Flávio dentro da margem de erro.
Os dados também indicam que a disputa continua aberta, especialmente diante do elevado número de eleitores indecisos ou dispostos a mudar de voto ao longo da campanha.
Lula x Flávio: 6 sinais que as pesquisas já indicam sobre duelo
O que mostraram as pesquisas mais recentes?
Os levantamentos divulgados nas últimas semanas apontam estabilidade no quadro geral da disputa presidencial. A pesquisa Meio/Ideia, divulgada em 6 de maio, mostrou empate técnico entre Lula e Flávio em um eventual segundo turno. O presidente apareceu com 44,7% das intenções de voto, contra 45,3% do senador. Brancos e nulos somaram 6,5%, enquanto 3,5% afirmaram não saber em quem votar.
No primeiro turno, Lula liderou com 40%, seguido por Flávio, com 36%.
Já o levantamento Real Time Big Data, divulgado em 5 de maio, também mostrou cenário apertado. No segundo turno, Flávio apareceu numericamente à frente de Lula, com 44% contra 43%, em empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
No primeiro turno, Lula marcou 40%, enquanto Flávio registrou 34%.
Como ficou o cenário na AtlasIntel?
A AtlasIntel/Bloomberg, divulgada em 28 de abril, reforçou o retrato de polarização consolidada.
Segundo o instituto, Lula apareceu com 47,5% das intenções de voto no segundo turno, contra 47,8% de Flávio Bolsonaro — diferença de apenas 0,3 ponto percentual.
Apesar do empate técnico no confronto direto, o presidente liderou todos os cenários de primeiro turno em que foi testado.
No principal cenário estimulado: Lula marcou 46,6%; Flávio apareceu com 39,7%.
A pesquisa também mostrou que Romeu Zema e Ronaldo Caiado seguem competitivos, mas ainda distantes da polarização principal.
O que mostrou a pesquisa Quaest mais recente para a Presidência?
No levantamento de 15 de abril, o presidente Lula mantinha uma apertada liderança contra Flávio. No primeiro turno, o petista acumulava 37% das intenções de voto em todo o Brasil, enquanto Flávio ficava com 32% do eleitorado nacional. No limite da margem de erro de 2 pontos percentuais (pp), a vantagem do petista sobre o senador era de apenas 1 ponto. Já no segundo turno, a pesquisa indicava empate técnico entre o presidente, com 40% das intenções de voto, e o adversário, que aparecia com 42% (pela primeira vez numericamente à frente, nos levantamentos do instituto). Votos brancos e nulos somaram 16% neste cenário, enquanto os indecisos representaram 2% do total.
Por que Flávio Bolsonaro cresceu nas pesquisas?
Os levantamentos recentes indicam consolidação da transferência do espólio eleitoral de Jair Bolsonaro para Flávio. A leitura predominante entre analistas é que o senador conseguiu: unificar o eleitorado bolsonarista; reduzir resistências em setores moderados da direita e ampliar sua presença nacional.
Outro fator citado por pesquisadores é a tentativa de Flávio de construir uma imagem mais moderada do que a do pai, especialmente em temas institucionais e econômicos.
Nas pesquisas mais recentes, o senador aparece: numericamente à frente ou empatado com Lula; liderando em estados importantes do Sul e Sudeste; e com rejeição semelhante à do presidente.
Quais são os principais problemas de Lula?
Apesar de seguir competitivo e liderar os cenários de primeiro turno, Lula enfrenta dificuldades crescentes no segundo turno.
Os principais alertas para o Planalto são: desgaste do governo; percepção negativa da economia; inflação de alimentos; endividamento das famílias e alta rejeição.
Pesquisas recentes também mostram uma desconexão entre indicadores econômicos positivos e a percepção do eleitorado.
Mesmo com desemprego em baixa e crescimento do PIB, parte significativa da população afirma: sentir piora econômica; dificuldade para conseguir emprego; e perda de poder de compra.
Existe espaço para uma terceira via?
Até o momento, os levantamentos indicam dificuldades para candidatos alternativos romperem a polarização. Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem competitivos em alguns cenários, mas ainda abaixo de Lula e Flávio Bolsonaro.
Os dados reforçam a percepção de que: Lula segue dominante no Nordeste; Flávio lidera no Sul e em parte do Centro-Oeste; e o Sudeste, especialmente Minas Gerais e São Paulo, tende a decidir a eleição.
Além disso, os índices elevados de rejeição dos dois principais candidatos mantêm aberta a possibilidade de movimentação do eleitorado ao longo da campanha.
O que a nova Quaest pode responder?
A expectativa em torno da nova pesquisa Genial/Quaest gira em torno de três pontos centrais:
Se a tendência de crescimento de Flávio Bolsonaro será mantida; se Lula encontrou um piso eleitoral ou continua perdendo espaço e qual será o tamanho real do eleitorado ainda disposto a mudar de voto.