A Bamor, principal torcida organizada do Bahia, pediu a demissão do técnico Rogério Ceni em um manifesto publicado.

“Exigimos que a diretoria tome uma atitude imediata: A DEMISSÃO DO TREINADOR e a busca por um nome que qualifique e eleve o novo projeto do clube”, diz a torcida. 

Leia a reclamação na íntegra:

“A paciência da torcida acabou. O EC Bahia vem acumulando vexames inadmissíveis sob o comando de Rogério Ceni, mesmo contando com um dos maiores investimentos da história do clube. O que se vê em campo é um time sem repertório, sem poder de reação, limitado taticamente e repetindo os mesmos erros jogo após jogo. Enquanto a estrutura cresce fora das quatro linhas, o futebol apresentado segue pequeno, apático e incompatível com a grandeza do maior time do Nordeste.

As eliminações recentes escancaram o fracasso desse ciclo. Queda na Copa do Brasil para adversários com os quais o time tinha totais condições de avançar; eliminação vergonhosa em casa na fase preliminar da Libertadores, eliminação em casa pela Copa do Nordeste em anos anteriores e o desastre da Sul-Americana do ano passado, quando o clube entrou em campo desdenhando da competição e praticamente pediu para ser eliminado. Soma-se às goleadas sofridas para time de menor proporção e reta final patética de edições anteriores da Série A, em que a classificação veio culposamente, sem imposição, sem autoridade e sem convencer ninguém.

Chegamos ao limite. Não existe mais justificativa para a permanência de um trabalho desgastado, previsível e incapaz de entregar evolução. O ciclo de Rogério Ceni acabou, e insistir nisso é continuar empurrando o Bahia para o fracasso. O momento exige coragem, cobrança e mudança de rota.

Exigimos que a diretoria tome uma atitude imediata: A DEMISSÃO DO TREINADOR e a busca por um nome que qualifique e eleve o novo projeto do clube. Um clube do tamanho do Bahia não pode se acostumar com derrotas vergonhosas, atuações covardes e falta de ambição. O torcedor segue fazendo sua parte, lotando estádios, viajando pelo país e apoiando sem medir esforços. Já passou da hora de os responsáveis por esse cenário responderem à altura da instituição que representam, e com urgência. FORA ROGÉRIO CENI!” 

Torcida na bronca

A pressão sobre o técnico Rogério Ceni segue subindo no Bahia. Na noite desse sábado (9), após a derrota por 2 a 1, de virada, para o Cruzeiro, torcedores presentes na Arena Fonte Nova, em Salvador, protestaram contra o treinador com cânticos e xingamentos.

Durante e após a partida válida pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, parte da torcida entoou frases como:

  • “Rogério Ceni, vá se f*, o meu Bahia não precisa de você”
  • “Adeus, Ceni”
  • “Time pipoqueiro”
  • “Mas que palhaçada, salário em dia e porrada atrasada”

Não é a primeira vez que a torcida tricolor manifesta insatisfação com o treinador. No último dia 25 de abril, após a partida contra o Santos, já haviam ocorrido cobranças pela saída de Ceni.

Os protestos refletem o momento turbulento vivido pelo Bahia. Apesar da conquista do Campeonato Baiano sobre o rival Vitória, o clube acumula resultados negativos recentes, como a eliminação precoce na Copa Libertadores da América diante do O’Higgins.

Além disso, o Tricolor chegou a cinco partidas consecutivas sem vencer na temporada. Agora, terá um cenário complicado pela frente na Copa do Brasil, onde perdeu para o Remo por 3 a 1 no jogo de ida da 5ª fase.

O Bahia precisará vencer o Leão Azul por pelo menos três gols de diferença no jogo de volta, marcado para esta quarta-feira (13), às 21h30 (de Brasília), no Mangueirão, em Belém.

Após a derrota para o Cruzeiro, Rogério Ceni reconheceu a frustração da torcida, afirmou entender os protestos e avaliou a possibilidade de pressão pela permanência no cargo. “O torcedor quer ver o time vencer. Quando o time não entrega o resultado, o torcedor está certo em protestar, ele vai frustrado para casa”, disse.

“Não posso me preocupar com isso. Isso é uma questão da diretoria. Tento todos os dias fazer meu melhor, eu não canso de trabalhar. Tento achar situações, trocas, alternativas”, acrescentou.

Ceni também admitiu que a equipe atravessa uma queda de rendimento técnico e emocional, mas destacou a necessidade de reagir rapidamente para que os bons resultados voltem a acontecer.

“Tem uma queda técnica e emocional. Precisamos fazer algo diferente para mudar a chave, para resgatar o torcedor. Não posso reclamar de competitividade e entrega dentro de campo, mas as coisas não estão acontecendo como já aconteceram”, concluiu.





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