O corte de 0,25 ponto percentual na Selic, agora em 14,5% ao ano, manteve o ritmo gradual de flexibilização adotado pelo BC (Banco Central), mas reforçou um cenário de cautela para os próximos passos da política monetária. 

É nesse contexto que os investidores olham com mais interesse para os títulos prefixados, com o mercado mais atento aos riscos e oportunidades na renda fixa. 

Este e outros assuntos da economia serão abordados no programa e na News da Resenha, newsletter para manter os investidores informados e ajudar na tomada de melhores decisões no mercado.  

Os títulos prefixados, como os do Tesouro Direto, são aqueles em que o investidor já sabe, no momento da aplicação, qual será a taxa de retorno ao ano, caso leve o papel até o vencimento. 

Quanto maior a queda da Selic ao longo do tempo, maior tende a ser o ganho, especialmente via marcação a mercado.

Porém, segundo Marilia Fontes, apresentadora da Resenha do Dinheiro, o momento tem sido desafiador para os investidores.

“As carteiras em geral estão sofrendo bastante. Inclusive, abril foi um dos piores meses por conta dos conflitos no Oriente Médio. Nesse cenário, fica a dúvida sobre o momento certo de entrada em prefixados”, observa Marilia.

Para Thiago Godoy, educador financeiro, os investidores precisam sempre de estratégia para qualquer ativo. 

“A entrada em prefixados costuma fazer mais sentido dentro de uma estratégia de diversificação. Um dos principais erros é concentrar grande parte do patrimônio em uma única aposta na queda dos juros”, analisa Godoy.

A dinâmica atual da curva de juros ajuda a explicar a cautela. “A curva já precifica uma queda. Quando um prefixado para 2031 aparece próximo de 13,5%, enquanto a Selic está em 14,5%, isso indica que o mercado projeta um ciclo de redução, ainda que limitado”,  explica a apresentadora. 

Para ganhar com marcação a mercado, essa queda precisa ser maior do que o esperado. Isso dependeria, por exemplo, do fim da guerra, da normalização dos preços de energia ou de um ajuste fiscal mais forte.

De acordo com Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, o cenário internacional traz ainda mais incerteza sobre os próximos passos dos juros.  

“Há uma discussão sobre uma possível recessão global, em um ambiente de inflação e juros mais altos. O Boletim Focus voltou a revisar para cima as projeções de inflação. Será que essa queda de juros não seria temporária?” questiona Bernardo. 

Além disso, é importante entender as diferentes estratégias dentro da renda fixa. 

“A primeira é buscar ganho na curva, com a venda antes do vencimento. A outra é carregar  título até o fim. No primeiro caso, a marcação a mercado exige acompanhamento mais próximo e maior entendimento dos riscos, já que há possibilidade de perdas”, afirma Thiago. 

Resenha do Dinheiro

Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.

A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.



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