O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), inaugurou, neste sábado (9/5) a maternidade e o hospital Leila Caran Costa, especializado no tratamento de gestantes, puérperas e recém-nascidos, em Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo. O nome é uma homenagem a mãe do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Desde a sexta-feira (08/05), Tarcísio tem concentrado agendas na Região do Alto Tietê, reduto eleitoral de Costa Neto, cujo pai, Waldemar Costa Filho, foi prefeito de Mogi por quatro mandatos.

Outro político da região é o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL-SP). Conhecido como “pupilo de Valdemar”, Prado foi prefeito de Guararema, entre 2005 e 2008, outro município do Alto Tietê.

O presidente da Alesp foi confirmado por Tarcísio como candidato ao Senado na terça-feira (5/5). A escolha ocorreu após André do Prado e Valdemar Costa Neto irem visitar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro era considerado o “dono” da vaga na chapa encabeçada por Tarcísio. Como ele decidiu viver fora do país, acabou ficando com a candidatura ao Senado inviabilizada. Ainda assim, quem quer que fosse o substituto, precisaria do aval de Eduardo.

Com a escolha de Prado, Tarcísio fechou a chapa para a disputa das eleições deste ano. A outra vaga ao Senado será do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) e o candidato a vice-governador será o atual ocupante do cargo, Felício Ramuth (MDB).

Eduardo comprou uma briga ao escolher Prado já que parte dos eleitores bolsonaristas dizem que o presidente da Alesp se posiciona mais ao centro do que o grupo político. O deputado Ricardo Salles (Novo-SP), outro pré-candidato ao Senado, tem explorado esse argumento na disputa pelos votos da direita.

Tarcísio critica governo Lula

Durante o evento, o governador Tarcísio de Freitas criticou o governo federal porque, segundo ele, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentra recursos e distribui pouco aos municípios.

Sem citar Lula, Tarcísio reclamou que “falta ajuda” do governo federal para custear a saúde pública.

“Cada vez mais, o governo federal tem ajudado menos. Então, se você pegar a participação do SUS federal no custeio dos municípios, essa participação é decrescente com o tempo e está caindo a níveis alarmantes. Observe que a Constituição entregou muitas competências para os municípios, mas não entregou recurso”, disse Tarcísio a jornalistaS, em Mogi das Cruzes.

“O governo federal concentra muito recurso, mas não repassa. Obviamente, o Estado se vê obrigado a ajudar, e está ajudando. Desde a criação da tabela SUS Paulista, a criação do incentivo fiscal municipal, a partilha do custeio da maternidade. Falta, sim, o governo federal ajudar muito”, completou.



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