O pompoarismo ganhou espaço como aliado da saúde íntima feminina. A prática, ligada ao prazer sexual, fortalece e melhora o controle da musculatura vaginal, trazendo benefícios em diferentes fases da vida da mulher.

“O pompoarismo favorece maior percepção corporal, melhora do tônus muscular e ampliação da sensibilidade durante a relação. Esse domínio da contração e do relaxamento contribui significativamente para o prazer e a satisfação sexual”, explica a ginecologista Madalena Oliveira.

Pompoarismo impacta o sexo e a saúde em diferentes fases da vida - destaque galeria

O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
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O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
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É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
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No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
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Apesar de beneficiar a saúde pélvica, o foco principal está na qualidade da experiência sexual. Segundo a professora de pós-graduação em ginecologia na Afya Vitória, a prática amplia o repertório íntimo da mulher e fortalece a conexão com o próprio corpo.

“A partir do momento em que a mulher desenvolve técnicas de contração, relaxamento e controle muscular, isso aumenta o autoconhecimento e, consequentemente, a satisfação sexual. Vale dizer que a sexualidade é uma via de mão dupla: ao aumentar o prazer feminino, o parceiro também tende a ter maior satisfação”, pontua a especialista.

Benefícios na gestação e no pós-parto

O pompoarismo atua no fortalecimento do assoalho pélvico, o que pode ajudar durante a gestação e, principalmente, no parto. Segundo a ginecologista, a prática desenvolve maior consciência corporal e controle muscular, fatores importantes para o trabalho de parto.

“Um assoalho pélvico mais fortalecido oferece melhor suporte e pode reduzir o risco de lacerações importantes durante o parto normal”, explica Madalena.

Além disso, esse preparo tende a facilitar a recuperação no pós-parto, já que a musculatura estará mais condicionada.

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Menopausa também entra na lista

De acordo com a ginecologista Madalena Oliveira, o pompoarismo ganha ainda mais relevância na menopausa. As alterações hormonais naturais nessa fase costumam levar à perda de força muscular, diminuição da libido e alterações urinárias.

O pompoarismo ajuda na manutenção dos órgãos pélvicos, melhora a função urinária e também contribui para a vida sexual, que muitas vezes é impactada nesse período”, explica a médica.

Dicas para iniciar a prática

Para quem quer começar a praticar o pompoarismo, Madalena sugere exercícios simples que podem ser feitos no dia a dia. O primeiro passo é identificar corretamente a musculatura do assoalho pélvico.

Uma forma prática, segundo a especialista, é imaginar a interrupção do jato urinário, apenas como referência, sem realizar o movimento durante a micção. A contração correta deve dar a sensação de “fechar e elevar” a vagina, sem contrair abdômen ou glúteos.

O exercício básico consiste em contrair a musculatura do assoalho pélvico por cerca de cinco segundos e relaxar pelo mesmo tempo, repetindo o movimento de 8 a 10 vezes, duas a três vezes ao dia. Com o tempo, é possível aumentar gradualmente a duração das contrações.

Outra variação inclui exercícios de resistência, como pressionar levemente uma perna contra a outra enquanto se mantém a contração pélvica. Há também acessórios, como bolinhas terapêuticas, que podem potencializar os resultados (preferencialmente com orientação especializada).

O orgasmo feminino é caracterizado por sensações intensas de prazer e contrações musculares rítmicas na região pélvica
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Além de gostoso, traz benefícios para a saúde
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É o ápice da sensação de prazer, enquanto a ejaculação é a saída de fluidos corporais
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No entanto, a médica ressalta que nem todas as mulheres devem iniciar a prática sem orientação. Existem situações em que o pompoarismo não é recomendado.

“Casos de dor intensa, infecções genitais, gravidez, prolapsos acentuados ou período pós-cirúrgico são contraindicações. Nessas situações, é fundamental buscar orientação profissional”, alerta a expert.





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