João Amaral Bertolucci, filho do delegado da Polícia Federal Marcelo Bertolucci, assessor de Flávio Bolsonaro (PL) no Senado Federal, foi exonerado “por engano” de seu cargo na Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade do governo do Rio de Janeiro após dois anos. João Bertolucci foi nomeado durante o governo Cláudio Castro, em julho de 2024, para exercer o cargo de assistente no gabinete do então secretário Bernardo Rossi. Na época, o jovem tinha 18 anos e passou a receber um salário de R$ 8 mil.

Filho de assessor de Flávio é exonerado “por engano” de cargo no RJ - destaque galeria

Marcelo Bertolucci e João Amaral Bertolucci
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Marcelo Bertolucci e João Amaral Bertolucci

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Marcelo Bertolucci e Flávio Bolsonaro
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Marcelo Bertolucci e Flávio Bolsonaro

Marcelo Bertolucci fazendo campanha nas redes sociais para Diego Faro, vereador e ex-secretário de Ambiente
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Marcelo Bertolucci fazendo campanha nas redes sociais para Diego Faro, vereador e ex-secretário de Ambiente

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O senador Flávio Bolsonaro e seu assessor Marcelo Bertolucci
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O senador Flávio Bolsonaro e seu assessor Marcelo Bertolucci

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João Bertolucci saiu da secretaria na última segunda-feira (4/5) na onda de exonerações realizada pelo governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto. Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Couto vem enxugando a máquina pública, extinguindo cargos fantasmas e indicações políticas. Até sexta-feira (8/5), 1.754 pessoas haviam sido exoneradas.

À coluna, a Secretaria de Ambiente disse que a exoneração ocorreu por engano e que o jovem foi reintegrado aos quadros no dia seguinte. A movimentação consta no Diário Oficial. O filho do assessor de Flávio Bolsonaro recebia um salário mensal de R$ 8 mil. Apesar de ter exercido o cargo de assistente no gabinete do secretário, não existem documentos no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) com assinatura de João Amaral Bertolucci.

A pasta afirmou que o jovem foi transferido para a Assessoria Jurídica da secretaria e “teve o salário reduzido pela metade”. Não foi enviada qualquer comprovação sobre a capacitação de Bertolucci para o cargo, tampouco o trabalho realizado. As informações foram requisitadas pela coluna.

“A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade esclarece que o servidor tem capacitação técnica para atuar na Assessoria Jurídica da SEAS e possui cartão de frequência devidamente assinado”, informou a a pasta.

Durante o tempo em que ele ficou na Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade, foram chefes da pasta Bernardo Rossi e o vereador do Rio de Janeiro Diego Faro, do PL. Para este último, Marcelo Bertolucci, pai de João, chegou a fazer campanha política em 2024.

Assessor de Flávio Bolsonaro, Marcelo Bertolucci foi nomeado para trabalhar no gabinete do senador em Brasília em 2025, com uma remuneração mensal de R$ 31,2 mil. Neste ano, Bertolucci foi transferido para o escritório de apoio de Flávio, no Rio de Janeiro, com um salário de R$ 15,8 mil.

Antes de ser assessor de Flávio, o delegado da Polícia Federal foi presidente do Detran do Rio de Janeiro em 2019, durante o governo de Wilson Witzel. Entre 2020 e 2022, já na gestão de Cláudio Castro, foi chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo fluminense. Quando foi exonerado do GSI, Bertolucci tentou ser eleito para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) pelo PL, mas acabou como suplente.

A coluna procurou João Amaral Bertolucci e ele disse que informações sobre seu trabalho estavam a cargo da Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade.



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