Transferido na noite dessa sexta-feira (8/5) para a sala de estado-maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como Papudinha, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, ficará isolado no mesmo aposento antes ocupado pelo ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro.

Antes de ser conduzido temporariamente para a Papudinha, Paulo Henrique estava preso no Complexo Penitenciário da Papuda. A transferência foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator da ação, também na sexta.

A decisão ocorreu após a defesa de Paulo Henrique encaminhar ao STF petição na qual informa o interesse do ex-chefe do BRB em negociar acordo de delação premiada no âmbito do caso envolvendo o Banco Master.

Papudinha

A nova unidade prisional é administrada pela PMDF. A Papudinha é conhecida por celas espaçosas, “copa” e até TV. Antes de Bolsonaro ser recebido em um dos aposentos, o local passou por reformas. O Metrópoles apurou que a cela onde ficou o ex-presidente da República conta com 38,5 m², varanda e um espaço privativo ao ar livre.

Durante passagem pelo local, Bolsonaro teve acesso a uma sala de procedimentos de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), a um consultório odontológico, campo de futebol e academia de ginástica.

Apesar das “regalias” da Papudinha, a defesa pretendia que o ex-presidente do BRB fosse transferido para a Superintendência da Polícia Federal (PF), onde está preso o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Celeridade

Paulo Henrique quer fechar o acordo antes do dono do Master, Daniel Vorcaro, com o objetivo de conseguir mais benefícios. Para aceitar a delação, ele deve levar informações inéditas aos investigadores e entregar pessoas que estariam acima dele no esquema criminoso.

O executivo foi preso na 4ª fase da Operação Compliance Zero acusado de receber R$ 146 milhões de propina para favorecer interesses do Banco Master em negócios com o BRB.

Conforme aponta a investigação da Polícia Federal, o caso está relacionado a crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, como gestão fraudulenta ou temerária de instituição financeira, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.



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